UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 45 anos apresenta melena e está hemodinamicamente estável, em tratamento com vasoconstritor. AP: cirrose por hepatite autoimune. EDA: 4 cordões varicosos de grosso calibre e gastropatia hipertensiva portal intensa.Além de fazer ligadura elástica das varizes esofágicas, deve-se
HDA varicosa: ligadura + vasoconstritor (3-5d) + ATB profilático; após estabilização, BB não seletivo.
Em sangramento varicoso agudo, a ligadura elástica é crucial. A manutenção do vasoconstritor por alguns dias e a profilaxia antibiótica são essenciais para reduzir ressangramento e infecções, respectivamente. O betabloqueador não seletivo é para profilaxia secundária a longo prazo, após a fase aguda.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, com alta morbimortalidade. É uma emergência médica que exige manejo rápido e eficaz para controle do sangramento e prevenção de ressangramento. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta (EDA), que permite a ligadura elástica das varizes. O tratamento farmacológico inclui vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, octreotide) para reduzir o fluxo portal e a profilaxia antibiótica para prevenir infecções, que são fatores de risco para ressangramento e pior prognóstico. Após o controle do episódio agudo, a profilaxia secundária é fundamental para evitar novos sangramentos. Isso geralmente envolve a combinação de ligadura elástica endoscópica seriada e o uso de betabloqueadores não seletivos (propranolol, nadolol) para reduzir a pressão portal a longo prazo.
A profilaxia antibiótica é crucial para prevenir infecções bacterianas, como peritonite bacteriana espontânea e pneumonia, que são comuns e aumentam a mortalidade em pacientes cirróticos com sangramento varicoso.
O vasoconstritor, como terlipressina ou octreotide, deve ser mantido por 3 a 5 dias após o controle inicial da hemorragia para reduzir o risco de ressangramento precoce e melhorar a sobrevida.
O betabloqueador não seletivo deve ser iniciado para profilaxia secundária após a resolução do episódio agudo de sangramento e a estabilização do paciente, geralmente após a interrupção do vasoconstritor.
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