Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Jovem de 19 anos após abuso de cocaína dá entrada em sala de emergência trazido pelo serviço de resgate apresentando hematêmese franca, em grande volume, de início há 10 minutos. Na admissão em sala de emergência apresenta-se em mal estado geral, descorado, pálido, comatoso, apresentando vários episódios de vômitos em grande quantidade. Pressão arterial: 80x40mmHg, Frequência cardíaca: 145bpm, Frequência respiratória: 31irpm, Saturação de oxigênio periférica: 89%. A conduta mais adequada neste momento, respectivamente por ordem de prioridade é:
Hematêmese volumosa com instabilidade hemodinâmica e rebaixamento de consciência → priorizar via aérea (IOT) e reposição volêmica antes da EDA.
Em pacientes com hemorragia digestiva alta volumosa e instabilidade hemodinâmica grave, a prioridade máxima é a estabilização do paciente, garantindo via aérea pérvia (intubação para proteção) e reposição volêmica agressiva. Somente após essa estabilização inicial, a endoscopia digestiva alta deve ser realizada para diagnóstico e tratamento.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com alta morbimortalidade, especialmente quando volumosa e associada a instabilidade hemodinâmica. O abuso de substâncias como a cocaína pode precipitar ou agravar quadros de HDA, seja por isquemia mesentérica, úlceras ou síndrome de Mallory-Weiss. A rápida avaliação e intervenção são cruciais para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia da HDA envolve sangramento de lesões acima do ligamento de Treitz, sendo as úlceras pépticas e varizes esofágicas as causas mais comuns. No caso apresentado, a instabilidade hemodinâmica (PA 80x40, FC 145, SatO2 89%) e o rebaixamento do nível de consciência (comatoso) indicam choque hipovolêmico grave e risco iminente de aspiração. A conduta inicial deve seguir rigorosamente o protocolo de atendimento de emergência (ABCDE). A prioridade é a proteção da via aérea (intubação orotraqueal) para evitar aspiração e a reanimação volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, hemoderivados, para restaurar a perfusão tecidual. Somente após a estabilização inicial, a endoscopia digestiva alta deve ser realizada para diagnóstico etiológico e tratamento endoscópico da lesão sangrante.
A prioridade é seguir o protocolo ABCDE: garantir via aérea pérvia (com intubação orotraqueal se houver rebaixamento de consciência), iniciar reposição volêmica agressiva para estabilização hemodinâmica e controlar a respiração e circulação.
A intubação orotraqueal é essencial para proteger a via aérea contra aspiração pulmonar de sangue e conteúdo gástrico, especialmente em pacientes com rebaixamento do nível de consciência ou vômitos persistentes.
A endoscopia digestiva alta deve ser realizada após a estabilização hemodinâmica do paciente e proteção da via aérea. Ela é fundamental para identificar a causa do sangramento e realizar tratamento endoscópico.
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