Manejo Perioperatório DM2: Riscos dos Hipoglicemiantes Orais

SMS Sinop - Secretaria Municipal de Saúde de Sinop (MT) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao manejo perioperatório da glicemia em paciente com Diabete Melito tipo 2 não insulino-dependente, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) As sulfonilureias aumentam o risco de hipoglicemia
  2. B) Metformina é contraindicada em condições que aumentam o risco de hipoperfusão renal, acúmulo de lactato e hipóxia tecidual.
  3. C) Inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2 aumentam o risco de hipovolemia
  4. D) As tiazolidinedionas podem ser mantidas em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva sem edema periférico

Pérola Clínica

Manejo perioperatório DM2: Sulfonilureias ↑ hipoglicemia; Metformina ↑ acidose lática; SGLT2 ↑ hipovolemia/cetoacidose; TZD contraindicadas IC.

Resumo-Chave

O manejo da glicemia no período perioperatório em pacientes com DM2 requer atenção especial aos hipoglicemiantes orais. Muitos desses medicamentos possuem riscos específicos que podem ser exacerbados pelo estresse cirúrgico, jejum e alterações hemodinâmicas, exigindo suspensão ou ajuste pré-operatório.

Contexto Educacional

O manejo perioperatório da glicemia em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é um desafio complexo, visando otimizar o controle glicêmico e minimizar complicações como hipoglicemia, hiperglicemia, cetoacidose e acidose lática. O estresse cirúrgico, o jejum prolongado e as alterações hemodinâmicas podem descompensar o diabetes, exigindo ajustes significativos na terapia hipoglicemiante. Diversos hipoglicemiantes orais apresentam riscos específicos no contexto perioperatório. As sulfonilureias, por exemplo, aumentam o risco de hipoglicemia grave e prolongada devido à sua ação de estimular a secreção de insulina, sendo geralmente suspensas 24-48 horas antes da cirurgia. A metformina, embora eficaz, é contraindicada em situações que predispõem à acidose lática, como hipoperfusão renal, hipóxia tecidual ou insuficiência renal aguda, devendo ser suspensa 24-48 horas antes do procedimento. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) aumentam o risco de hipovolemia e cetoacidose euglicêmica, mesmo com níveis glicêmicos normais, e devem ser suspensos 3-4 dias antes da cirurgia. As tiazolidinedionas (TZDs) são conhecidas por causar retenção hídrica e podem exacerbar ou precipitar insuficiência cardíaca congestiva, sendo contraindicadas em pacientes com IC ou edema periférico, e geralmente suspensas antes de cirurgias de grande porte. A alternativa correta para o manejo perioperatório é frequentemente a insulina, que permite um controle mais preciso e flexível da glicemia.

Perguntas Frequentes

Por que a metformina é contraindicada no período perioperatório?

A metformina aumenta o risco de acidose lática, especialmente em condições de hipoperfusão renal, hipóxia tecidual ou insuficiência renal aguda, que podem ocorrer durante a cirurgia. Por isso, deve ser suspensa 24-48 horas antes do procedimento.

Quais os riscos associados aos inibidores de SGLT2 no perioperatório?

Os inibidores de SGLT2 aumentam o risco de hipovolemia e cetoacidose euglicêmica, mesmo com glicemias normais, devido à glicosúria e diurese osmótica. Devem ser suspensos 3-4 dias antes da cirurgia para minimizar esses riscos.

Qual a principal preocupação com as sulfonilureias no período pré-operatório?

As sulfonilureias estimulam a secreção de insulina independentemente da glicemia, aumentando significativamente o risco de hipoglicemia prolongada, especialmente em pacientes em jejum. Devem ser suspensas 24-48 horas antes da cirurgia.

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