UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Durante um atendimento pré hospitalar, o serviço de remoção chega ao local de acidente com moto e encontra um paciente ferido no membro inferior direito (MID) com ferimento em região medial de tíbia direita com cerca de 8 centímetros, com sujidade do asfalto e outros detritos da via, sendo possível visualizar um fragmento ósseo na ferida. Julgue as alternativas abaixo e depois responda. 1) Deve ser realizada limpeza do ferimento com água corrente ou soro fisiológico e cobrir o ferimento com gaze ou um tecido limpo, antes de ser realizado o transporte do paciente. li) A imobilização do MID deve ser realizada na posição que o membro adquiriu após o trauma. Ili) A imobilização correta do MID no ambiente pré-hospitalar para o transporte do paciente deve ser realizada com uma tala moldável ou, caso não se disponha da tala moldável, com outro material disponível firme, fixando o membro em dois pontos (pé e coxa). IV) Deve ser iniciado antibiótico venoso o mais precoce possível, preferencialmente já no atendimento pré hospitalar.
Fratura exposta no APH: limpar (água/SF), cobrir, imobilizar na posição anatômica (se possível) e iniciar ATB IV precoce.
Em fraturas expostas, a limpeza inicial e cobertura da ferida são essenciais para reduzir a contaminação. A imobilização deve ser feita na posição anatômica ou o mais próximo possível, não necessariamente na posição do trauma. O início precoce de antibióticos venosos é crucial para prevenir infecções, sendo recomendado já no APH.
Fraturas expostas são emergências ortopédicas que exigem atendimento rápido e adequado, especialmente no ambiente pré-hospitalar, para minimizar o risco de infecção e complicações. A contaminação da ferida por detritos e bactérias é a principal preocupação, podendo levar à osteomielite. No APH, as prioridades incluem o controle de hemorragias, a limpeza inicial da ferida com soro fisiológico ou água corrente e a cobertura com material limpo ou estéril. A imobilização do membro deve ser realizada na posição anatômica ou o mais próximo possível, utilizando talas que estabilizem as articulações acima e abaixo da fratura, e não necessariamente na posição em que o membro se encontra após o trauma, a menos que haja resistência ou dor excessiva. A antibioticoprofilaxia venosa deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente ainda no APH, pois a janela de ouro para sua eficácia é nas primeiras 3 a 6 horas após o trauma. Essa medida é fundamental para reduzir drasticamente o risco de infecção e melhorar o prognóstico funcional do paciente.
A limpeza com água corrente ou soro fisiológico e a cobertura estéril são cruciais para reduzir a carga bacteriana e prevenir a contaminação e infecção profunda (osteomielite), que são complicações graves.
A imobilização deve ser feita na posição anatômica ou o mais próximo possível, utilizando talas ou materiais firmes, fixando acima e abaixo da articulação envolvida, para evitar movimentação e lesões adicionais.
O início precoce de antibióticos venosos (idealmente nas primeiras 3 horas) é a medida mais eficaz para prevenir infecções graves, como a osteomielite, que são complicações devastadoras de fraturas expostas.
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