UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
R.D.S., 24 anos, primigesta, caixa de supermercado, foi na USF pois descobriu a gestação no 5° mês e foi encaminhada para a Casa de Saúde Stella Maris. Lá, a via de parto foi cesárea, pois não teve dilatação (sic); recém-nascido nasceu de 39 semanas, AIG (adequado para a idade gestacional), sexo feminino, peso: 3270g, Comprimento: 48cm, PC: 34cm e Apgar 9 e 10. Seu nome é Maria Clara. Após os cuidados iniciais, o binômio foi encaminhado ao alojamento conjunto. Recebeu orientações da pediatra e da equipe de enfermagem sobre aleitamento materno e recebeu alta após 48h, pesando 3080g. Mãe retorna na consulta no USF, queixando-se de mamilos muito doloridos e com fissuras. Maria Clara está com 15 dias de vida, pesando 3650g.Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
Fissura mamilar = Pega incorreta → Corrigir técnica, manter aleitamento.
Fissuras mamilares são sinais de técnica inadequada. A correção da pega resolve a dor, garante a transferência de leite e previne o desmame precoce.
O aleitamento materno é o padrão-ouro nutricional e imunológico para o lactente. A dor ao amamentar não deve ser considerada normal e geralmente decorre de trauma mamilar por posicionamento ou pega inadequados. O médico deve observar a mamada, orientar a mãe sobre a anatomia da sucção e reforçar que o esvaziamento gástrico do leite materno é rápido, justificando a livre demanda. O manejo adequado das intercorrências mamárias é crucial para evitar o desmame precoce e garantir a saúde do binômio.
A pega correta envolve a boca bem aberta, lábios evertidos (em 'peixinho'), queixo encostado na mama e a maior parte da aréola dentro da boca do bebê, especialmente a porção inferior, garantindo uma sucção eficiente e indolor.
Não. Fissuras indicam erro de técnica. O tratamento consiste em corrigir a pega, manter a mama seca e, se necessário, realizar ordenha manual para alívio da ingurgitação, sem interromper o aleitamento materno exclusivo.
Espera-se que o recém-nascido recupere o peso de nascimento até o 10º ou 14º dia de vida. No caso clínico, o ganho de 380g em 15 dias (após a perda fisiológica inicial) é considerado perfeitamente satisfatório.
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