Fibrilação Atrial: Manejo da FA de Duração Indeterminada

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 41 anos, sexo feminino, evoluindo com dispneia (NYHA II) nos últimos 3 meses, procura Pronto Atendimento devido à piora aguda do quadro e palpitações. Relata ter feito uso de antibiótico injetável até os 17 anos (não sabe o motivo), mas interrompeu por conta própria. Não faz acompanhamento médico desde então e desconhece outras comorbidades. Não está em uso de nenhum medicamento. Ao exame físico, apresentava FC: 168 bpm, PA: 130 x 70 mmHg, FR: 26 irpm. Jugulares planas, sem edema periférico. Pulsos arrítmicos, cheios e de amplitude variável. Ritmo cardíaco irregular em 3 tempos, B1 hipofonética e presença de 3ª bulha, com sopro holossistólico grau III/VI irradiando para axila. MVF com discretas crepitações em bases. Demais sistemas sem alterações. Com relação ao manejo da Fibrilação Atrial - FA - dessa paciente, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma FA aguda, devendo-se, portanto, realizar cardioversão elétrica imediata.
  2. B) Caso a cardioversão não seja bem sucedida, deve-se optar por anticoagulação com varfarina, dabigatrana ou rivaroxabana.
  3. C) Não se pode determinar o tempo de início da FA, por isso, a cardioversão só é segura após realização de ecocardiograma transesofágico. 
  4. D) Caso o controle do ritmo cardíaco não seja possível, além da anticoagulação, deve ser realizado controle da frequência cardíaca.

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