Chikungunya: Manejo, Notificação e Controle Vetorial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um médico de família atende, em uma unidade básica de saúde, um homem de 66 anos, serralheiro, casado, que apresenta queixas de cefaleia e de dores no corpo, com febre de 38 °C e com edema em mãos e em pés há 2 dias. O paciente refere ter notado manchas vermelhas na pele, que começaram a apresentar prurido, no dia do atendimento. Após a anamnese e o exame físico, o médico estabelece a hipótese diagnóstica de febre de Chikungunya.Diante dessa situação, o médico e a equipe de saúde devem realizar

Alternativas

  1. A) notificação após confirmação sorológica; encaminhamento para internação em hospital de referência; campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti no bairro por meio de folhetos explicativos; e aplicação de inseticidas pela prefeitura. 
  2. B) prescrição de corticosteroides via oral; solicitação de exames para confirmação diagnóstica; busca ativa de casos suspeitos no bairro; campanhas informativas sobre a doença; e notificação do caso quando houver confirmação laboratorial. 
  3. C) tratamento com analgésicos, repouso e aumento da ingestão hídrica; notificação de caso suspeito; exames confirmatórios; busca ativa de casos suspeitos no bairro; promoção de ações de controle do mosquito Aedes aegypti. 
  4. D) solicitação de testes diagnósticos; e encaminhamento para atendimento especializado em centro de referência em doenças infecciosas se o teste confirmar alguma doença, sendo que a notificação será feita no centro de referência.

Pérola Clínica

Chikungunya suspeita → tratamento sintomático, notificação imediata e controle vetorial.

Resumo-Chave

Em casos suspeitos de Chikungunya, o manejo inicial é sintomático com analgésicos, repouso e hidratação. É crucial a notificação do caso suspeito e a implementação de ações de controle do vetor Aedes aegypti na comunidade, mesmo antes da confirmação laboratorial, para conter a disseminação da doença.

Contexto Educacional

A febre de Chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus, caracterizada por febre alta e poliartralgia intensa, que pode ser incapacitante e persistir por meses ou anos. Sua incidência tem aumentado no Brasil, tornando o conhecimento sobre seu manejo e controle essencial para profissionais de saúde. A doença é de notificação compulsória, o que ressalta a importância da vigilância epidemiológica. O diagnóstico é primariamente clínico-epidemiológico, baseado nos sintomas e na história de exposição em áreas endêmicas. Exames laboratoriais como RT-PCR e sorologia (IgM) são utilizados para confirmação. É crucial diferenciar de outras arboviroses como Dengue e Zika, que podem ter apresentações clínicas semelhantes. A suspeita clínica deve guiar as primeiras ações, incluindo a notificação. O tratamento da Chikungunya é sintomático, focado no alívio da dor e febre com analgésicos (paracetamol) e anti-inflamatórios não esteroides (após exclusão de dengue), repouso e hidratação. Ações de saúde pública, como a busca ativa de casos e o controle vetorial do Aedes aegypti, são indispensáveis para conter a disseminação da doença na comunidade, envolvendo a população na eliminação de focos do mosquito.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da febre de Chikungunya?

A febre de Chikungunya tipicamente apresenta febre alta, poliartralgia intensa (especialmente em mãos e pés), cefaleia, mialgia, edema e rash cutâneo pruriginoso.

Qual a conduta inicial para um caso suspeito de Chikungunya?

A conduta inicial inclui tratamento sintomático com analgésicos (paracetamol), repouso, hidratação oral abundante, notificação imediata do caso suspeito e coleta de exames para confirmação.

Por que a notificação de Chikungunya é importante antes da confirmação laboratorial?

A notificação precoce de casos suspeitos é fundamental para a vigilância epidemiológica, permitindo que as equipes de saúde pública implementem rapidamente medidas de controle do vetor (Aedes aegypti) na área, prevenindo novos casos e surtos.

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