Exposição Sexual Desprotegida: Conduta e Profilaxia de DSTs

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015

Enunciado

No ambulatório da unidade básica de saúde você atende uma mulher de 25 anos, que relata ter tido relação sexual desprotegida com colega de trabalho há 10 dias. Ele relatou à paciente que há três dias notou saída de secreção amarelada pela sua uretra. Preocupada, ela vem à consulta com medo de ter contraído alguma doença. Ao exame ginecológico ela apresenta secreção hialina fisiológica, sem outros comemorativos. Além de explicações sobre DST e HIV, uso de preservativo e convocação do parceiro, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Oferecer sorologias e retorno em 30 dias.
  2. B) Colher secreção vaginal para análise e tratar com Metronidazol.
  3. C) Pedir sorologias e colher secreção vaginal para análise.
  4. D) Oferecer sorologias e vacina contra hepatite B, tratar com Azitromicina e Ciprofloxacina.
  5. E) Colher secreção vaginal, tratar e notificar como Gonorréia.

Pérola Clínica

Exposição sexual de risco + parceiro sintomático → Tratamento empírico para DSTs + sorologias + vacina Hepatite B.

Resumo-Chave

Diante de uma exposição sexual desprotegida com parceiro sintomático para DST (secreção uretral), a conduta correta é oferecer tratamento empírico para as DSTs mais comuns (gonorreia e clamídia), solicitar sorologias para HIV, sífilis e hepatites, e oferecer vacinação contra hepatite B, se a paciente não for imunizada. O tratamento imediato visa prevenir a infecção e a transmissão.

Contexto Educacional

A abordagem de pacientes com exposição sexual desprotegida é uma situação comum na prática clínica e exige uma conduta rápida e abrangente para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (DSTs). É fundamental realizar uma anamnese detalhada sobre o tipo de exposição, o parceiro e o histórico de DSTs, além de um exame físico completo. Mesmo que a paciente esteja assintomática, a exposição a um parceiro com sintomas de DST (como secreção uretral amarelada, sugestiva de gonorreia ou clamídia) justifica o tratamento empírico imediato. As diretrizes atuais recomendam cobrir os agentes mais prevalentes, geralmente com uma combinação de antibióticos para gonorreia e clamídia. Além do tratamento, é essencial solicitar sorologias para HIV, sífilis e hepatites B e C, com aconselhamento adequado sobre o período de janela imunológica e a necessidade de repetição dos exames. A profilaxia da hepatite B, através da vacinação, é um componente crucial do manejo, especialmente se a paciente não for previamente imunizada. A educação sobre o uso de preservativos, a importância da testagem regular e a convocação do parceiro para avaliação e tratamento são medidas preventivas e de saúde pública indispensáveis para controlar a disseminação das DSTs.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do tratamento empírico para DSTs após exposição de risco?

O tratamento empírico é crucial para prevenir a infecção e suas complicações, especialmente quando há alta probabilidade de contaminação, como no caso de um parceiro sintomático. Ele visa cobrir os agentes etiológicos mais comuns, como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, antes mesmo da confirmação laboratorial.

Quais sorologias devem ser solicitadas após uma exposição sexual desprotegida?

Após uma exposição sexual desprotegida, devem ser solicitadas sorologias para HIV (com aconselhamento pré e pós-teste), sífilis (VDRL/FTA-Abs) e hepatites B e C. É importante repetir essas sorologias após um período de janela imunológica para garantir a detecção de infecções recentes.

Por que a vacina contra hepatite B é oferecida nesses casos?

A vacina contra hepatite B é oferecida porque a hepatite B é uma infecção sexualmente transmissível grave e prevenível por vacinação. Se a paciente não tiver histórico de vacinação ou imunidade comprovada, a profilaxia pós-exposição com vacina (e, em alguns casos, imunoglobulina) é fundamental para prevenir a infecção.

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