Estado de Mal Epiléptico Pediátrico: Abordagem Rápida

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022

Enunciado

Menina, 5a, chega à Unidade de Emergência em crise convulsiva tônico- clônica generalizada há cerca de 10 minutos segundo os pais. Antecedente pessoal: epilepsia em uso de ácido valpróico. Na sala de emergência, colocado cateter de O2, e não conseguido acesso venoso. A MELHOR ALTERNATIVA PARA A MEDICAÇÃO INICIAL É

Alternativas

  1. A) Fenitoína; via retal.
  2. B) Fenobarbital; via intranasal.
  3. C) Midazolam; via intramuscular.
  4. D) Diazepam; via oral.

Pérola Clínica

Estado de mal epiléptico pediátrico sem acesso venoso → Midazolam IM é a melhor opção inicial.

Resumo-Chave

Em um cenário de estado de mal epiléptico em pediatria, onde o acesso venoso é difícil, a via intramuscular (IM) para benzodiazepínicos, como o Midazolam, é a melhor alternativa. O Midazolam IM tem rápido início de ação e alta biodisponibilidade, sendo eficaz e seguro para interromper a crise convulsiva rapidamente.

Contexto Educacional

O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência neurológica pediátrica que requer reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o risco de lesão cerebral e mortalidade. É definido como uma crise convulsiva que dura mais de 5 minutos ou crises recorrentes sem recuperação da consciência entre elas. A incidência é maior em crianças pequenas, e as causas variam desde febre e infecções até distúrbios metabólicos e epilepsia pré-existente. A rápida interrupção da crise é crucial, pois crises prolongadas podem levar a danos neuronais irreversíveis. Residentes devem estar familiarizados com o protocolo de manejo e as opções de medicação. A abordagem inicial do EME segue os princípios do ABC (Via Aérea, Respiração, Circulação), garantindo oxigenação e ventilação adequadas. A primeira linha de tratamento farmacológico são os benzodiazepínicos. Embora a via intravenosa (IV) seja a preferencial para um início de ação mais rápido, em crianças com acesso venoso difícil ou inexistente, outras vias devem ser consideradas. O Midazolam intramuscular (IM) é uma excelente alternativa, com eficácia e tempo de início de ação comparáveis ao Diazepam IV, e superior ao Diazepam retal em termos de conveniência e aceitação. A dose de Midazolam IM é geralmente de 0,1-0,2 mg/kg. É importante não atrasar a administração da medicação enquanto se tenta obter um acesso venoso. Se a crise persistir após a dose inicial de benzodiazepínico, deve-se considerar uma segunda dose e, em seguida, iniciar a terapia de segunda linha com anticonvulsivantes como fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou fenobarbital, sempre que possível por via IV. O monitoramento contínuo e o suporte das funções vitais são essenciais durante todo o manejo do estado de mal epiléptico.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de estado de mal epiléptico em crianças?

É definido como uma crise convulsiva contínua com duração superior a 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. É uma emergência médica que requer intervenção imediata.

Por que o Midazolam intramuscular é preferível em caso de acesso venoso difícil?

O Midazolam intramuscular é preferível devido ao seu rápido início de ação (comparável ao IV), alta biodisponibilidade e facilidade de administração em situações de emergência, especialmente quando o acesso venoso é um desafio em crianças.

Quais são as opções de segunda linha para o tratamento do estado de mal epiléptico pediátrico?

Após a falha dos benzodiazepínicos, as opções de segunda linha incluem fenitoína, fosfenitoína, levetiracetam ou fenobarbital, administrados por via intravenosa, se o acesso for estabelecido.

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