HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher de 52 anos retorna ao ambulatório onde faz seguimento devido a refluxo gastroesofágico ainda sintomático. É hipertensa, obesa e tabagista, em uso crônico de amlodipina 10mg/dia e omeprazol 20mg/dia. Traz endoscopia digestiva alta realizada há três semanas, que mostrou esofagite erosiva distal extensa, cuja biopsia mostrou epitélio colunar metaplásico de padrão intestinal nas várias amostras coletadas, até a 5cm da transição esôfago-gástrica, com grau de displasia indeterminado. A conduta adequada a tomar será:
Esôfago de Barrett com displasia indeterminada requer otimização da supressão ácida (IBP 2x/dia) e vigilância endoscópica a cada 6-12 meses.
A presença de metaplasia intestinal no esôfago distal (Esôfago de Barrett) com displasia indeterminada é uma condição pré-maligna que exige controle rigoroso do refluxo e vigilância endoscópica. Aumentar a dose do IBP para duas tomadas diárias visa maximizar a supressão ácida, enquanto o seguimento endoscópico regular é crucial para detectar progressão para displasia de alto grau ou adenocarcinoma.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna caracterizada pela substituição do epitélio escamoso estratificado normal do esôfago distal por epitélio colunar metaplásico de padrão intestinal. É uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico crônica e o principal fator de risco para adenocarcinoma esofágico. A identificação e o manejo adequado são cruciais para a prevenção do câncer. A presença de displasia no Esôfago de Barrett é um marcador de risco para progressão para adenocarcinoma. A displasia indeterminada exige uma abordagem cuidadosa, incluindo a otimização da supressão ácida com inibidores de bomba de prótons (IBP) em doses elevadas (geralmente duas vezes ao dia) para controlar o refluxo e permitir a reavaliação histopatológica. A revisão das lâminas por um patologista experiente é também recomendada. O seguimento endoscópico regular com biópsias seriadas é a pedra angular do manejo do Esôfago de Barrett, especialmente na presença de displasia. A frequência da vigilância varia conforme o grau de displasia, sendo mais intensiva para displasia indeterminada ou de baixo grau (a cada 6-12 meses) e ainda mais para displasia de alto grau, que pode exigir terapias ablativas endoscópicas.
Displasia indeterminada significa que há alterações celulares sugestivas de displasia, mas não são claras o suficiente para serem classificadas como displasia de baixo ou alto grau. Requer revisão por patologista experiente e otimização do tratamento do refluxo.
Aumentar a dose de omeprazol para duas tomadas diárias visa obter uma supressão ácida mais potente e prolongada, o que é fundamental para reduzir a inflamação e potencialmente estabilizar ou regredir a metaplasia e a displasia no Esôfago de Barrett.
Em casos de Esôfago de Barrett com displasia indeterminada, a recomendação é repetir a endoscopia digestiva alta com biópsias seriadas a cada 6 a 12 meses, após otimização da supressão ácida, para monitorar a progressão ou regressão da displasia.
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