SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Mulher de 35 anos com quadro desde os 15 anos de cefaleia hemicraniana pulsátil recorrente, acompanhada de náuseas e vômitos e intensa fotofobia. Episódios frequentemente surgem no período menstrual ou com privação de sono. Nos últimos 6 meses já teve 5 crises que a levaram a buscar atendimento na emergência. Hoje se apresenta à emergência novamente com o mesmo quadro de cefaleia. Qual medicação deve ser evitada na emergência e qual medicação pode ser útil para prevenir crises:
Enxaqueca crônica → evitar opioides (Tramadol) na crise; Topiramato é profilaxia de 1ª linha.
O quadro clínico descrito é clássico de enxaqueca, com características de cronicidade e fatores desencadeantes. No manejo da crise em emergência, opioides como o Tramadol devem ser evitados devido ao risco de cefaleia por uso excessivo de medicação (CMOH). Para a profilaxia, o Topiramato é uma medicação de primeira linha eficaz para reduzir a frequência e intensidade das crises.
A enxaqueca é uma cefaleia primária altamente prevalente e incapacitante, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça geralmente unilateral e pulsátil, acompanhada de sintomas autonômicos e sensoriais. A identificação de fatores desencadeantes, como o período menstrual e a privação de sono, é crucial para o manejo. Quando as crises são frequentes (como 5 em 6 meses), a condição é considerada de alta frequência ou crônica, justificando a profilaxia. No tratamento agudo da enxaqueca na emergência, o objetivo é aliviar a dor e os sintomas associados de forma rápida e eficaz. Embora analgésicos comuns e AINEs sejam usados, triptanos são a primeira linha para crises moderadas a graves. É fundamental evitar o uso de opioides (como o Tramadol) e barbitúricos, pois eles não são específicos para a enxaqueca, podem levar à cronificação da cefaleia (cefaleia por uso excessivo de medicação - CMOH) e possuem um perfil de efeitos adversos e risco de dependência desfavorável. Para a profilaxia, que visa reduzir a frequência, intensidade e duração das crises, o Topiramato é uma das opções de primeira linha, juntamente com betabloqueadores e amitriptilina. A escolha do profilático deve ser individualizada, considerando comorbidades e perfil de efeitos colaterais. O manejo adequado da enxaqueca é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a sobrecarga nos serviços de emergência.
A enxaqueca é caracterizada por cefaleia unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, agravada por atividade física, e acompanhada de náuseas/vômitos e/ou fotofobia/fonofobia, com duração de 4 a 72 horas.
Opioides devem ser evitados devido ao risco de induzir cefaleia por uso excessivo de medicação (CMOH), além de não serem específicos para a fisiopatologia da enxaqueca e apresentarem perfil de efeitos colaterais e risco de dependência.
As principais opções para profilaxia da enxaqueca incluem betabloqueadores (propranolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, valproato) e, mais recentemente, anticorpos monoclonais anti-CGRP.
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