DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
No caso de um paciente com hipoglicemia significativa, sem causa definida e com muita dificuldade para coleta de exames séricos, qual a melhor conduta?
Hipoglicemia significativa com dificuldade diagnóstica → tratar imediatamente com glicose EV para evitar dano cerebral.
Em casos de hipoglicemia significativa, a prioridade máxima é a reversão rápida do quadro para prevenir danos neurológicos irreversíveis. A administração de glicose intravenosa é a conduta mais eficaz e imediata, mesmo que a etiologia não esteja completamente definida no momento da emergência.
A conduta inicial para hipoglicemia grave em ambiente de emergência é a administração de 25-50 mL de glicose a 50% (D50) por via intravenosa, seguida de infusão contínua de glicose a 10% (D10) para manter a glicemia. Em pacientes sem acesso venoso, glucagon intramuscular pode ser uma alternativa. Após a reversão do quadro agudo, a investigação da causa subjacente é essencial para prevenir recorrências, incluindo revisão da medicação, avaliação nutricional e rastreio de outras condições médicas.
A hipoglicemia grave pode levar rapidamente a neuroglicopenia, resultando em disfunção cerebral, convulsões, coma e, em casos extremos, dano cerebral permanente ou morte. A demora no tratamento aumenta significativamente esses riscos.
A glicose oral (sucos, doces, gel de glicose) é apropriada apenas para hipoglicemia leve a moderada, quando o paciente está consciente, cooperativo e capaz de deglutir com segurança. Em hipoglicemia significativa ou com alteração do nível de consciência, a via intravenosa é imperativa.
Após a estabilização, é fundamental investigar a causa da hipoglicemia. Exames incluem glicemia, insulina, peptídeo C, cortisol, hormônio do crescimento, testes de função hepática e renal, e rastreamento para uso de medicamentos hipoglicemiantes ou álcool.
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