Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
Paciente gestante, 32 semanas de gestação, dá entrada no hospital com quadro de cefaleia, dispneia, frequência respiratória de 32 irpm, crepitações em ambos os pulmões até terço médio, pressão arterial de 210/120 mmHg. Entre as medidas possíveis de emergência para o manejo desta paciente, não se encontra:
Nifedipino sublingual é contraindicado em emergências hipertensivas gestacionais devido ao risco de hipotensão súbita e imprevisível.
Em emergências hipertensivas na gestação, como pré-eclâmpsia grave, o Nifedipino sublingual não deve ser utilizado devido ao risco de queda abrupta e descontrolada da pressão arterial, que pode comprometer a perfusão uteroplacentária e causar sofrimento fetal. Outras opções como Hidralazina IV ou Labetalol IV são preferíveis.
A emergência hipertensiva na gestação, frequentemente associada à pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, é uma condição obstétrica crítica que exige manejo rápido e eficaz para prevenir complicações maternas e fetais. Caracteriza-se por níveis pressóricos elevados (PAS ≥ 160 mmHg ou PAD ≥ 110 mmHg) com risco iminente de lesão de órgão-alvo. O quadro clínico pode incluir cefaleia, dispneia por edema pulmonar, alterações visuais e, em casos mais graves, convulsões. O manejo inicial envolve a estabilização da paciente, com monitoramento rigoroso da pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e diurese. O posicionamento em decúbito lateral esquerdo com dorso elevado é recomendado para otimizar o retorno venoso, reduzir a compressão da veia cava e melhorar a função respiratória. A escolha dos anti-hipertensivos deve ser criteriosa, priorizando drogas com perfil de segurança conhecido na gestação, como Hidralazina IV e Labetalol IV. O Nitroprusseto de sódio pode ser considerado em casos refratários, mas com monitoramento rigoroso devido ao risco de toxicidade fetal. É crucial evitar o Nifedipino sublingual em emergências hipertensivas gestacionais. Embora o Nifedipino oral seja uma opção segura para o controle crônico, a via sublingual pode levar a uma queda pressórica súbita e descontrolada, com risco de hipoperfusão uteroplacentária e sofrimento fetal. O Sulfato de Magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia. A compreensão dessas condutas e contraindicações é vital para a segurança da mãe e do feto em situações de emergência.
Sinais de emergência hipertensiva em gestantes incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, acompanhada de sintomas como cefaleia intensa, alterações visuais, dor epigástrica, edema pulmonar, oligúria ou convulsões (eclâmpsia).
O Nifedipino sublingual é contraindicado devido à sua absorção rápida e imprevisível, que pode causar hipotensão súbita e grave. Essa queda abrupta da pressão pode comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário, resultando em sofrimento fetal e desfechos adversos.
As opções de primeira linha para o tratamento da hipertensão grave na gestação incluem Hidralazina intravenosa (IV), Labetalol IV e Nifedipino oral de liberação prolongada. O Sulfato de Magnésio é indicado para prevenção e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia.
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