UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, de 55 anos, com edema venoso crônico, foi tratada com terapia compressiva por nove meses, com boa resolução dos sintomas. A avaliação com ecodoppler confirmou uma incompetência do sistema venoso profundo, porém ela possui uma veia safena interna patente e competente. Ela usa meia compressiva e eleva as pernas três vezes ao dia, porém houve piora do edema no último mês. Um novo ecodoppler dos membros inferiores descartou trombose venosa profunda. Com base nesses dados, a conduta mais adequada é:
Piora de edema venoso crônico em paciente com tratamento compressivo prévio e TVP descartada → verificar e trocar meias de compressão, que perdem eficácia com o tempo.
Meias de compressão são fundamentais no tratamento do edema venoso crônico, mas sua eficácia diminui com o uso prolongado e lavagens, perdendo elasticidade. Em caso de piora dos sintomas, após descartar outras causas como TVP, a primeira medida é avaliar a adequação e a necessidade de substituição das meias.
O edema venoso crônico é uma manifestação comum da insuficiência venosa crônica (IVC), que afeta milhões de pessoas globalmente. Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido nos membros inferiores devido à disfunção das válvulas venosas, levando a refluxo e hipertensão venosa. A terapia compressiva, com o uso de meias elásticas, é o pilar do tratamento conservador, visando melhorar o retorno venoso e reduzir o edema e os sintomas associados. O manejo da IVC e do edema venoso crônico envolve uma abordagem multifacetada, incluindo elevação dos membros, exercícios físicos, cuidados com a pele e, crucialmente, a terapia compressiva. As meias de compressão aplicam uma pressão graduada, maior no tornozelo e decrescente em direção à coxa, auxiliando o fluxo sanguíneo. A avaliação com ecodoppler é essencial para identificar a extensão da doença, como a incompetência do sistema venoso profundo ou superficial, e para descartar trombose venosa profunda (TVP) em casos de piora súbita. Quando um paciente em uso de meias de compressão apresenta piora do edema, e outras causas como TVP são descartadas, a primeira medida a ser considerada é a avaliação da eficácia das meias. Com o tempo, o material elástico das meias se desgasta, perdendo a capacidade de compressão adequada. A troca regular das meias (geralmente a cada 3-6 meses) é fundamental para manter a efetividade do tratamento e garantir o alívio dos sintomas, sendo uma conduta simples, mas frequentemente negligenciada, que pode resolver a piora do quadro.
A terapia compressiva é a base do tratamento, pois ajuda a reduzir o diâmetro das veias, melhora o retorno venoso, diminui o extravasamento de líquido para o interstício e, consequentemente, reduz o edema, a dor e previne complicações como úlceras.
As meias de compressão perdem sua elasticidade e, consequentemente, sua eficácia com o uso e as lavagens. Recomenda-se a troca a cada 3 a 6 meses, dependendo da frequência de uso e cuidado, para garantir a manutenção da compressão adequada.
Antes de trocar as meias, é fundamental descartar outras causas de piora do edema, como trombose venosa profunda (TVP), insuficiência cardíaca, insuficiência renal, hipotireoidismo, uso de medicamentos que causam edema ou progressão da doença venosa subjacente.
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