Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Nas situações relativas à eclâmpsia, hipotensores gestacionais, prematuridade, gravidez prolongada e partograma é incorreto afirmar que:
Eclâmpsia → Sulfato de Magnésio. ARBs (Losartana) CONTRAINDICADOS na gestação. Colo uterino < 25mm (22-24 sem) = alto risco de parto prematuro.
O tratamento de escolha para a eclâmpsia é o sulfato de magnésio, não os benzodiazepínicos. Bloqueadores dos receptores da angiotensina II (ARBs) são teratogênicos e contraindicados na gestação. A medida do colo uterino entre 22-24 semanas inferior a 25 mm é um importante preditor de parto prematuro, indicando alto risco para a gestante.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres até 6 semanas pós-parto, na ausência de outras causas. É uma emergência obstétrica que exige manejo imediato para proteger a vida da mãe e do feto. O tratamento adequado da eclâmpsia é fundamental para reduzir a morbimortalidade materna e perinatal, sendo o sulfato de magnésio a droga de escolha para o controle das convulsões. O controle da hipertensão na gestação é um desafio, e a escolha dos hipotensores deve considerar a segurança fetal. Medicamentos como metildopa, nifedipino e labetalol são geralmente considerados seguros. No entanto, classes como os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (ARBs) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) são estritamente contraindicados devido aos seus efeitos teratogênicos e nefrotóxicos fetais. Residentes devem dominar a farmacologia obstétrica para evitar iatrogenias. O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade, baseando-se nos preceitos de Friedman. A prematuridade, definida como parto antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A predição do risco de parto prematuro, especialmente através da medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal entre 20 e 24 semanas, é crucial para identificar gestantes de alto risco e implementar estratégias de prevenção, como o uso de progesterona.
O tratamento de escolha para eclâmpsia é o sulfato de magnésio, que age como anticonvulsivante e neuroprotetor. Benzodiazepínicos não são a primeira linha de tratamento para as convulsões eclâmpticas.
Os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (ARBs), como a losartana, e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) são contraindicados na gestação devido aos seus efeitos teratogênicos, especialmente no segundo e terceiro trimestres.
Uma medida do colo uterino inferior a 25 mm entre a 22ª e a 24ª semana de gestação é um forte preditor de parto prematuro. Este achado indica um risco aumentado e pode justificar intervenções como progesterona vaginal ou cerclagem em casos selecionados.
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