HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Considerando-se uma paciente primigesta que apresenta uma convulsão eclâmptica na emergência obstétrica e com pressão arterial sistêmica de 170/120mmHg, ordenar os itens abaixo em ordem decrescente de prioridades no manejo dessa situação e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:I. Realizar a interrupção da gestação.II. Administrar sulfato de magnésio IV. e hidralazina IV.III. Aspirar as secreções, inserir um protetor bucal e administrar oxigênio sob cateter nasal.IV. Recolher amostra de sangue e urina para avaliação laboratorial.
Eclâmpsia: 1º estabilizar via aérea/oxigênio, 2º exames, 3º sulfato Mg/anti-hipertensivo, 4º interrupção.
No manejo da eclâmpsia, a prioridade inicial é garantir a segurança da paciente, protegendo a via aérea e fornecendo oxigênio. Em seguida, estabilizar a crise convulsiva com sulfato de magnésio e controlar a hipertensão. A interrupção da gestação é a medida definitiva, mas só após a estabilização materna.
A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes, puérperas ou mulheres no pós-parto imediato, sem outra causa neurológica. Representa uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade materna e fetal, sendo crucial o manejo rápido e eficaz. O manejo da eclâmpsia segue uma sequência de prioridades. Inicialmente, a estabilização da paciente é fundamental: proteger a via aérea, prevenir traumas, aspirar secreções e administrar oxigênio. Em seguida, o controle da crise convulsiva com sulfato de magnésio intravenoso e o manejo da hipertensão grave com anti-hipertensivos como a hidralazina ou labetalol são essenciais. Após a estabilização materna, a avaliação laboratorial é importante para monitorar a função orgânica. A interrupção da gestação é a única cura para a eclâmpsia, devendo ser planejada e executada assim que a mãe estiver estável, considerando a idade gestacional e as condições maternas e fetais.
A primeira medida é garantir a segurança da paciente, protegendo a via aérea, aspirando secreções se necessário e administrando oxigênio para prevenir hipóxia materna e fetal.
O sulfato de magnésio deve ser administrado após a estabilização inicial da via aérea e oxigenação, sendo a droga de escolha para o controle das convulsões e prevenção de recorrências na eclâmpsia.
A interrupção da gestação é a medida definitiva para resolver a eclâmpsia, pois remove a causa subjacente. No entanto, deve ser realizada somente após a estabilização clínica da mãe, incluindo o controle das convulsões e da pressão arterial.
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