Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Gestante de 16 anos, primigesta, é trazida ao pronto-socorro após ter tido crise convulsiva na rua em que mora. Ao dar entrada na unidade, PA: 150 x 110 mmHg, consciente, mas um pouco confusa. Útero a 31 cm da sínfise púbica com tônus normal. BCF: 136 bpm. Ao toque, o colo estava impérvio. A pessoa que a trouxe disse que a gestante consumiu crack 1 hora antes. Diante do caso, assinale a alternativa correta.
Gestante com convulsão e hipertensão → Eclâmpsia. Prioridade: Sulfato de Magnésio para controle da crise.
Uma gestante com crise convulsiva e hipertensão arterial deve ser tratada como eclâmpsia até prova em contrário. A conduta inicial e prioritária é a administração de sulfato de magnésio para controle das convulsões e neuroproteção, seguida da estabilização materna e avaliação da interrupção da gestação.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica grave, definida pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo). É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A presença de fatores de risco como idade materna jovem, primiparidade, e uso de substâncias como crack, podem complicar o quadro, mas a abordagem inicial deve focar na condição obstétrica. A fisiopatologia da eclâmpsia envolve disfunção endotelial generalizada e vasospasmo, levando a hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos, incluindo o sistema nervoso central. O diagnóstico é clínico, baseado na ocorrência de convulsões em uma gestante hipertensa. É crucial suspeitar de eclâmpsia em qualquer gestante com crise convulsiva, especialmente se houver hipertensão, mesmo que outros fatores de risco estejam presentes. A conduta inicial e prioritária na eclâmpsia é a estabilização materna. Isso inclui a administração imediata de sulfato de magnésio para controle das convulsões e neuroproteção, seguido pelo manejo da hipertensão arterial com anti-hipertensivos. Após a estabilização da mãe, a interrupção da gestação é a medida definitiva para resolver a eclâmpsia, independentemente da idade gestacional. A via de parto é determinada pelas condições obstétricas e maternas, não sendo a cesariana imediata a primeira conduta antes da estabilização.
A primeira medida é a administração de sulfato de magnésio intravenoso, que é o anticonvulsivante de escolha para eclâmpsia, visando controlar a crise e prevenir recorrências.
A eclâmpsia é caracterizada por convulsões tônico-clônicas generalizadas em gestantes com pré-eclâmpsia (hipertensão e proteinúria). Outras causas incluem epilepsia preexistente, AVC, ou uso de substâncias, mas a eclâmpsia deve ser a principal suspeita em um quadro agudo com hipertensão.
Após a estabilização da mãe com sulfato de magnésio e controle da pressão arterial, a interrupção da gestação é geralmente indicada, independentemente da idade gestacional, pois a resolução da eclâmpsia ocorre com o parto.
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