PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 58 anos, hipertenso e diabético, procura a UBS por dor torácica leve, com 2 meses de evolução episódica, em pontada, sem relação com esforço, e duração de segundos, exame físico e ECG de repouso sem alterações, sem sinais de instabilidade. Solicita encaminhamento ao cardiologista para investigação. De acordo com a organização da APS e os fluxos de referência/contrarreferência do SUS, qual a conduta mais adequada da ESF? Referência: Brasil, Ministério da Saúde. Politica Nacional de Atenção Básica. Brasília: MS; 2017.
Dor torácica atípica estável na APS → Estratificar risco, otimizar fatores, acompanhar; encaminhar apenas se gravidade/falha.
Pacientes com dor torácica atípica e estável, sem sinais de instabilidade hemodinâmica ou alterações no ECG de repouso, devem ser acompanhados e estratificados na Atenção Primária à Saúde (APS); a conduta inicial envolve otimização dos fatores de risco e acompanhamento, com encaminhamento para cardiologia apenas se houver piora, falha terapêutica ou necessidade de recursos especializados não disponíveis na APS.
A dor torácica é uma queixa comum na Atenção Primária à Saúde (APS) e representa um desafio diagnóstico devido à sua ampla gama de causas, desde condições benignas até emergências com risco de vida, como a síndrome coronariana aguda. A abordagem inicial na APS é crucial para diferenciar esses cenários e garantir o manejo adequado, conforme preconizado pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e os fluxos de referência e contrarreferência do SUS. Para pacientes como o descrito, com dor torácica leve, atípica (em pontada, sem relação com esforço, duração de segundos) e sem sinais de instabilidade ou alterações no ECG de repouso, a conduta mais adequada é o acompanhamento na própria APS. Isso inclui a estratificação do risco cardiovascular, a otimização dos fatores de risco (controle de hipertensão e diabetes), e o pacto de retorno para reavaliação. O encaminhamento para o cardiologista deve ser reservado para situações de gravidade, falha terapêutica no manejo primário ou quando houver necessidade de recursos diagnósticos ou terapêuticos não disponíveis na APS, evitando a sobrecarga desnecessária da atenção secundária e terciária.
A APS tem um papel fundamental na avaliação inicial, estratificação de risco e manejo de pacientes com dor torácica, especialmente aqueles com sintomas atípicos e estáveis, otimizando fatores de risco e acompanhando a evolução.
Pacientes com dor torácica devem ser encaminhados ao pronto-socorro se apresentarem sinais de instabilidade hemodinâmica, dor intensa e súbita, alterações isquêmicas no ECG, ou alta suspeita de síndrome coronariana aguda ou outras emergências.
Estratificar o risco envolve avaliar fatores como idade, comorbidades (hipertensão, diabetes), características da dor, exames complementares disponíveis na APS (como ECG) para determinar a probabilidade de doença cardiovascular grave e guiar a conduta.
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