HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Criança de 2 anos de idade chega ao setor de emergência agitada, chorando, com dor intensa, queimadura de segundo grau superficial por líquido aquecido em face e no membro superior direito, ocupando aproximadamente 26% da superfície corporal. Como aliviar a dor após avaliação das vias aéreas?
Queimadura pediátrica >10% SCQ → acesso venoso, fluidos (RL), analgesia potente (opioides, dipirona) EV.
Em queimaduras extensas em crianças, a dor é intensa e o manejo adequado é crucial. A prioridade é a estabilização hemodinâmica com fluidoterapia (Ringer Lactato) e analgesia potente por via endovenosa, como morfina, após garantir a via aérea.
Queimaduras em crianças são emergências médicas graves, com alta morbimortalidade. A avaliação inicial segue o ABCDE do trauma, com ênfase na via aérea, especialmente em queimaduras de face ou pescoço. A extensão da queimadura é crucial para o prognóstico e manejo, sendo a regra dos nove modificada ou a palma da mão do paciente (equivalente a 1% SCQ) métodos úteis. A dor é um componente central e debilitante da queimadura, exigindo analgesia potente e rápida. Em queimaduras extensas (>10% SCQ em crianças), o acesso venoso é mandatório para fluidoterapia e administração de medicamentos. O Ringer Lactato é a solução de escolha para reposição volêmica, seguindo fórmulas específicas para evitar sobrecarga ou sub-hidratação. O tratamento da dor deve ser agressivo e por via endovenosa. Opioides como a morfina são eficazes para dor intensa, enquanto analgésicos como a dipirona podem ser usados como adjuvantes. A monitorização contínua e a reavaliação da dor são essenciais. O manejo multidisciplinar, incluindo cirurgia plástica e fisioterapia, é fundamental para a recuperação funcional e estética.
A prioridade é a avaliação e estabilização das vias aéreas, seguida pelo estabelecimento de acesso venoso, início da fluidoterapia e controle da dor intensa.
Opioides como a morfina são a base da analgesia para dor intensa, frequentemente associados a analgésicos não opioides como a dipirona, sempre por via endovenosa em queimaduras extensas.
A fluidoterapia é calculada pela fórmula de Parkland modificada para crianças (ex: 3-4 mL/kg/%SCQ de Ringer Lactato nas primeiras 24h, com metade nas primeiras 8h), ajustando para a manutenção basal.
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