IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Recém-nascido a termo, 3,2 kg apresenta grande hérnia umbilical com anel herniário maior que 8 cm. É submetido à cirurgia e, no pós-operatório imediato, em berço comum e já desperto, com sonda nasogástrica aberta e RHA ausentes, evolui com temperatura de 37,7ºC, taquicardia e choro estridente. A primeira providência deverá ser:
RN pós-operatório com taquicardia e choro estridente → dor = iniciar analgésico não opioide como primeira providência.
Em recém-nascidos no pós-operatório, sinais como taquicardia, choro estridente e irritabilidade são fortes indicativos de dor. A primeira providência deve ser a administração de analgésicos, preferencialmente não opioides, para aliviar o desconforto e evitar a progressão da dor.
O manejo da dor em recém-nascidos é um pilar fundamental da assistência pediátrica, especialmente no período pós-operatório. A capacidade de reconhecer e tratar a dor de forma eficaz é essencial para a recuperação e o bem-estar do neonato. A dor em recém-nascidos, muitas vezes subestimada no passado, é hoje reconhecida como uma experiência real e com impacto significativo no desenvolvimento. A hérnia umbilical é uma condição comum que, quando cirúrgica, demanda atenção à analgesia pós-operatória. A fisiopatologia da dor em neonatos é complexa, envolvendo vias nociceptivas já desenvolvidas e uma modulação da dor ainda imatura. O diagnóstico da dor em RN baseia-se principalmente na observação de sinais comportamentais e fisiológicos, já que a comunicação verbal é ausente. Escalas de dor específicas para neonatos, como a NIPS (Neonatal Infant Pain Scale) ou a PIPP (Premature Infant Pain Profile), auxiliam na avaliação objetiva. Deve-se suspeitar de dor sempre que houver alterações no comportamento ou nos parâmetros vitais após um procedimento doloroso. O tratamento da dor pós-operatória em recém-nascidos deve ser individualizado e escalonado. A primeira linha de tratamento geralmente envolve analgésicos não opioides, como o paracetamol, que é seguro e eficaz. Em casos de dor mais intensa ou refratária, opioides como a morfina podem ser utilizados, sempre com monitoramento rigoroso. Medidas não farmacológicas, como o contato pele a pele, sucção não nutritiva e contenção, também são importantes adjuvantes. O prognóstico é melhor quando a dor é prontamente identificada e tratada, minimizando o estresse e promovendo uma recuperação mais rápida e confortável.
Os principais sinais de dor em um recém-nascido incluem choro estridente, taquicardia, aumento da pressão arterial, alterações no padrão respiratório, irritabilidade, agitação e alterações na expressão facial (caretas).
A conduta inicial para dor pós-operatória em um recém-nascido deve ser a administração de analgésicos. Geralmente, inicia-se com analgésicos não opioides, como paracetamol, e avalia-se a necessidade de escalar para opioides se a dor persistir ou for mais intensa.
O tratamento precoce da dor em recém-nascidos é crucial para evitar consequências negativas a curto e longo prazo, como instabilidade hemodinâmica, estresse metabólico, atraso na cicatrização e possíveis alterações no desenvolvimento neuropsicomotor.
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