UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Quando se trata do manejo da dor pós-operatória, o que não é considerado fundamental?
O manejo da dor pós-operatória é fundamentalmente centrado no paciente, avaliação contínua e esquema escalonado, não apenas em adjuvantes.
A associação com adjuvantes analgésicos é uma estratégia importante e frequentemente utilizada no manejo da dor pós-operatória, mas não é considerada 'fundamental' no mesmo nível que o respeito ao paciente, a avaliação da dor (EVA), o esquema escalonado e a monitorização de eventos adversos. Os adjuvantes são complementos, não a base do manejo.
O manejo da dor pós-operatória é um componente crítico do cuidado ao paciente, visando não apenas o conforto, mas também a recuperação mais rápida e a prevenção de complicações. É fundamental respeitar a experiência individual da dor do paciente, pois a dor é subjetiva e varia amplamente. A avaliação contínua da dor, frequentemente realizada com a Escala Visual Analógica (EVA), permite quantificar a intensidade e guiar a terapia. Um esquema analgésico escalonado, baseado na escada analgésica da OMS, é a abordagem padrão, começando com analgésicos não opioides e progredindo para opioides, se necessário. A associação com adjuvantes analgésicos (como gabapentinoides, cetamina, dexmedetomidina) é uma estratégia valiosa para otimizar a analgesia, reduzir a necessidade de opioides e seus efeitos adversos, mas não é um pilar 'fundamental' no mesmo nível dos outros itens. A monitorização atenta dos eventos adversos da analgesia, como náuseas, vômitos, sedação e depressão respiratória, é essencial para a segurança do paciente. Um manejo eficaz da dor pós-operatória melhora a satisfação do paciente, facilita a mobilização precoce, reduz o risco de complicações pulmonares e trombóticas, e diminui a incidência de dor crônica pós-cirúrgica.
A EVA é fundamental para quantificar a intensidade da dor relatada pelo paciente, permitindo uma avaliação objetiva da eficácia da analgesia e o ajuste da terapia, garantindo um manejo individualizado e eficaz.
O esquema analgésico escalonado (escada analgésica da OMS) envolve o uso progressivo de analgésicos, começando com os mais fracos e avançando para os mais potentes, conforme a intensidade da dor. Isso permite um controle eficaz da dor com o mínimo de efeitos adversos.
Os eventos adversos comuns incluem náuseas, vômitos, sedação excessiva, depressão respiratória (especialmente com opioides), constipação, prurido e hipotensão. A monitorização é crucial para a segurança do paciente.
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