HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Um homem de 45 anos, sem comorbidades conhecidas e com antecedente de alergia a dipirona, foi submetido a uma colecistectomia laparoscópica. No primeiro dia de pós-operatório, ele relata dor abdominal difusa com uma pontuação de 5/10 na escala de dor. A analgesia multimodal, incluindo paracetamol e cetoprofeno, não aliviou suficientemente a dor. O paciente apresenta dificuldade para respirar profundamente devido ao desconforto. Exames de imagem e outros testes descartaram quaisquer complicações cirúrgicas. A equipe médica agora busca otimizar o manejo da dor pós-operatória.Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo da dor para esse paciente?
Dor pós-op moderada/grave refratária à analgesia multimodal → iniciar opioide de ação curta (ex: tramadol).
Em pacientes com dor pós-operatória moderada a grave (5/10) que não respondem adequadamente à analgesia multimodal com AINEs e paracetamol, a adição de um opioide de ação curta é o próximo passo mais apropriado. Isso permite um controle eficaz da dor, melhorando o conforto e a recuperação do paciente, especialmente a capacidade de respirar profundamente.
O manejo da dor pós-operatória é um pilar fundamental na recuperação do paciente, impactando diretamente a mobilidade, a função respiratória e o bem-estar geral. A dor não controlada pode levar a complicações como atelectasias, pneumonia e trombose venosa profunda. A abordagem ideal é a analgesia multimodal, que combina diferentes classes de medicamentos para atingir múltiplos alvos da via da dor. A avaliação da dor deve ser regular e objetiva, utilizando escalas como a visual analógica (EVA) ou numérica (EVN). Em casos de dor moderada a grave (geralmente ≥ 4/10), mesmo após o uso de analgésicos não opioides (paracetamol, AINEs), a introdução de um opioide é indicada. Opioides de ação curta, como tramadol, codeína ou morfina em baixas doses, são frequentemente a escolha inicial, permitindo titulação e minimizando efeitos adversos. A escolha do opioide deve considerar a presença de alergias e comorbidades do paciente. É crucial monitorar a resposta à analgesia e os efeitos adversos dos opioides, como náuseas, vômitos, constipação e depressão respiratória. A educação do paciente sobre o manejo da dor e a importância de relatar o desconforto é essencial. A transição para analgésicos orais e a desescalada dos opioides devem ser planejadas conforme a melhora da dor e a alta hospitalar, visando a recuperação funcional completa.
Opioides devem ser considerados quando a dor é moderada a grave (escala ≥ 4/10) e não é controlada adequadamente com analgésicos não opioides, como AINEs e paracetamol, ou quando há contraindicações a estes.
Opioides de ação curta, como o tramadol, são preferidos para o controle da dor aguda pós-operatória devido ao seu rápido início de ação e menor duração, permitindo titulação e ajuste mais precisos. Opioides de ação prolongada são geralmente reservados para dor crônica.
A analgesia multimodal combina diferentes classes de analgésicos com mecanismos de ação distintos, como paracetamol, AINEs, opioides e anestésicos locais, para obter um controle da dor mais eficaz com menores doses de cada agente e menos efeitos adversos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo