Dor Oncológica Intensa: Manejo com Morfina IV

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020

Enunciado

Paciente, 60 anos, masculino, internado devido a dor importante em região lombar, refere dor intensa (9/10 - escala de dor) que prejudica o sono e a deambulação. Paciente com antecedente de adenocarcinoma de próstata com metástase óssea. De acordo com caso acima, responda: Qual e a prescrição adequada para o manejo de dor deste paciente?

Alternativas

  1. A) Dipirona 1 g IV 4/4h, resgate paracetamol 500mg VO ate 6/6h.
  2. B) Tramadol 100mg IV 8/8h, resgate de tramadol 50mg VO ate 8/8h.
  3. C) Codeina 30mg VO 6/6h, codeina 30mg VO ate 6/6h.
  4. D) Morfina 1mg IV 12/12h, morfina 2mg ate 6/6h VO.
  5. E) Morfina 1mg IV 4/4h, morfina 1mg IV ate 4/4h.

Pérola Clínica

Dor oncológica intensa (9/10) → opioide forte (morfina) IV em doses regulares e resgate.

Resumo-Chave

Para dor oncológica intensa (escala 9/10), especialmente em pacientes com metástase óssea, a abordagem adequada é iniciar um opioide forte, como a morfina, por via intravenosa. A administração regular (4/4h) e a disponibilidade de doses de resgate são essenciais para um controle eficaz da dor, seguindo a escada analgésica da OMS para dor moderada a grave.

Contexto Educacional

A dor oncológica é uma complicação devastadora do câncer, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. É particularmente prevalente em casos de metástase óssea, como no adenocarcinoma de próstata, onde a dor pode ser excruciante e incapacitante. O manejo eficaz da dor é um pilar fundamental dos cuidados paliativos e deve ser abordado de forma agressiva e individualizada. A avaliação da dor deve ser sistemática, utilizando escalas de dor (como a escala numérica de 0 a 10) para quantificar a intensidade e monitorar a resposta ao tratamento. A fisiopatologia da dor oncológica é complexa, envolvendo compressão nervosa, destruição tecidual, inflamação e liberação de mediadores algogênicos. A dor por metástase óssea é frequentemente de caráter nociceptivo, com componente somático. O tratamento da dor oncológica segue a escada analgésica da OMS. Para dor intensa (escala 7-10), como no caso apresentado, a indicação é de opioides fortes. A morfina é o opioide de escolha, administrada por via intravenosa para um início de ação mais rápido e controle eficaz. É crucial prescrever doses regulares para manter a analgesia e doses de resgate para dor irruptiva, garantindo o conforto do paciente. A titulação da dose deve ser feita de acordo com a resposta e os efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da escada analgésica da OMS no manejo da dor oncológica?

A escada analgésica da OMS é um guia fundamental que orienta o tratamento da dor oncológica, começando com analgésicos não opioides para dor leve, progredindo para opioides fracos para dor moderada e, finalmente, para opioides fortes para dor intensa, sempre com doses de resgate.

Por que a morfina é a escolha inicial para dor oncológica intensa?

A morfina é o opioide forte de primeira linha para dor oncológica intensa devido à sua alta potência analgésica, rápida ação quando administrada por via intravenosa e boa titulação, permitindo um controle eficaz da dor.

Qual a diferença entre dose regular e dose de resgate de opioides?

A dose regular de opioide é administrada em intervalos fixos para manter um nível analgésico constante, enquanto a dose de resgate é uma dose adicional, geralmente menor, administrada 'se necessário' para controlar picos de dor irruptiva entre as doses regulares.

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