Dor no Joelho Inespecífica: Manejo na Atenção Primária

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 28 anos, previamente hígida e sem histórico significativo, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de dor no joelho esquerdo há três semanas. A dor é vaga, sem localização precisa, piora ao final do dia e não há sinais de alarme como febre, edema significativo, vermelhidão ou bloqueio articular. Não houve trauma. O exame físico é normal, exceto por uma leve sensibilidade à palpação difusa. Ela relata preocupação e solicita um exame de ressonância magnética, pois "quer saber logo o que tem". Considerando os atributos da Atenção Básica, qual das seguintes abordagens representa a estratégia de manejo adequada para este caso?

Alternativas

  1. A) Solicitar imediatamente um painel completo de exames de imagem e laboratoriais (Ressonância Magnética, Raio X, VHS e PCR) para garantir a exclusão de todas as patologias possíveis e tranquilizar a paciente.
  2. B) Acionar o princípio da "Coordenação do Cuidado" e da "Integralidade", encaminhando a paciente para um ortopedista para obter uma avaliação especializada e definir o diagnóstico e o tratamento.
  3. C) Focar na queixa principal e prescrever um anti inflamatório não esteroidal (AINE) por 10 dias e fisioterapia, informando que a maioria dos casos se resolve com tratamento sintomático e intervenção precoce.
  4. D) Utilizar o tempo como uma ferramenta, optando pelo manejo expectante (ou watchful waiting) com retorno em 2 a 4 semanas para reavaliação, associado à orientação de medidas não farmacológicas e prescrição de anti inflamatório não esteroidal (AINE).
  5. E) Atender à solicitação da paciente para fortalecer o vínculo médico paciente e solicitar a ressonância magnética, explicando que, embora provavelmente não seja necessário, isso servirá para tranquilizá la e descartar qualquer dúvida.

Pérola Clínica

Dor articular inespecífica sem sinais de alarme na Atenção Básica → Manejo expectante + AINE + medidas não farmacológicas = Reavaliação em 2-4 semanas.

Resumo-Chave

Na Atenção Básica, dores musculoesqueléticas inespecíficas sem sinais de alarme devem ser manejadas inicialmente com abordagem conservadora, incluindo manejo expectante, medidas não farmacológicas e sintomáticos como AINEs, com reavaliação programada. Evitar exames desnecessários fortalece a longitudinalidade e a resolutividade.

Contexto Educacional

A Atenção Básica desempenha um papel crucial no manejo de condições musculoesqueléticas comuns, como a dor no joelho. Nesses casos, a abordagem deve ser pautada nos princípios da integralidade e longitudinalidade do cuidado, evitando a medicalização excessiva e o uso desnecessário de exames complementares de alto custo e complexidade. Para dores inespecíficas, sem sinais de alarme como febre, trauma recente, edema significativo ou bloqueio articular, a estratégia mais adequada é o manejo expectante, ou "watchful waiting". Isso envolve orientar o paciente sobre medidas não farmacológicas, como repouso relativo, aplicação de gelo ou calor, e exercícios leves, além de prescrever sintomáticos como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) por um período limitado. A reavaliação em 2 a 4 semanas permite monitorar a evolução e decidir sobre a necessidade de investigações adicionais ou encaminhamento, reforçando a resolutividade da Atenção Básica.

Perguntas Frequentes

Quando solicitar exames de imagem para dor no joelho na Atenção Básica?

Exames de imagem são indicados para dor no joelho na Atenção Básica quando há sinais de alarme, trauma significativo, falha do tratamento conservador ou suspeita de patologia grave.

Quais são os sinais de alarme para dor no joelho?

Sinais de alarme incluem febre, vermelhidão intensa, edema significativo, dor noturna persistente, perda de peso inexplicada, história de câncer ou imunossupressão.

O que é o manejo expectante (watchful waiting) na Atenção Básica?

O manejo expectante é uma estratégia que envolve observar a evolução do quadro clínico por um período, oferecendo suporte sintomático e orientações, com reavaliação programada, evitando intervenções desnecessárias.

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