UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente, de 65 anos, com câncer de pulmão em estágio terminal, é admitido em um serviço de cuidados paliativos. O paciente relata dor intensa, que classifica como 8 em uma escala de 0 a 10, e está em uso de paracetamol e ibuprofeno, sem alívio significativo. Após avaliação, a equipe decide iniciar a terapia com opioides fortes. Sobre o uso de opióides em cuidados paliativos, qual alternativa está correta?
Opióides em paliativos: titulação gradual, iniciar dose baixa, focar controle da dor e minimizar efeitos colaterais.
A titulação gradual de opióides é a pedra angular do manejo da dor em cuidados paliativos, permitindo um equilíbrio entre o alívio eficaz da dor e a minimização de efeitos adversos, adaptando a dose às necessidades individuais do paciente.
O manejo da dor é um pilar central dos cuidados paliativos, especialmente em pacientes com câncer em estágio avançado. Os opióides fortes são frequentemente a base da terapia analgésica para dor moderada a intensa, e seu uso adequado é crucial para garantir a qualidade de vida do paciente. A abordagem deve ser individualizada, focando no alívio da dor e na otimização do bem-estar, e não na prevenção de dependência, que é uma preocupação secundária em pacientes terminais. A titulação de opióides é um processo dinâmico que envolve iniciar com doses baixas e aumentar progressivamente até que a dor seja controlada, ou até que os efeitos colaterais se tornem intoleráveis. É essencial monitorar a intensidade da dor (usando escalas como a de 0 a 10) e os efeitos adversos, ajustando a dose e o intervalo de administração conforme necessário. A rotação de opióides pode ser considerada se um medicamento específico não for eficaz ou causar efeitos colaterais inaceitáveis. Para residentes, compreender os princípios do uso de opióides em cuidados paliativos é vital. Isso inclui não apenas a farmacologia, mas também a comunicação com o paciente e a família sobre as expectativas e os objetivos do tratamento. O objetivo é proporcionar o máximo conforto possível, respeitando a autonomia do paciente e promovendo uma morte digna.
O princípio fundamental é a titulação gradual, iniciando com doses baixas e ajustando-as conforme a resposta do paciente, visando o controle da dor e a minimização dos efeitos colaterais.
Constipação, náuseas, sedação e prurido são comuns. A constipação deve ser prevenida proativamente. Náuseas e sedação geralmente diminuem com o tempo ou podem ser manejadas com antieméticos e ajustes de dose.
Sim, é seguro, mas exige cautela. A titulação deve ser ainda mais gradual, e a monitorização de efeitos como sedação e confusão mental deve ser rigorosa, ajustando as doses conforme a tolerância.
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