Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2016
A Atenção à Saúde do Idoso deve envolver o estudo e controle de pacientes com doença ativa, progressiva e avançada, para quem o prognóstico é limitado e a assistência é voltada para a qualidade de vida. Os cuidados paliativos são cuidados totais ativos prestados a paciente com doença incurável que não responde a tratamento curativo. Neste contexto, não se encontra evidência para a afirmação:
Opioides são essenciais no controle da dor em Cuidados Paliativos; o risco de dependência é baixo em pacientes com dor oncológica ou crônica não-oncológica grave.
A afirmação de que opioides devem ser evitados em Cuidados Paliativos é um mito comum. Na verdade, são a base do tratamento da dor moderada a intensa, e o risco de dependência é mínimo quando usados para dor real, enquanto a depressão respiratória é rara com titulação adequada.
O manejo da dor é um pilar fundamental dos Cuidados Paliativos, especialmente na atenção à saúde do idoso com doenças avançadas. A dor não controlada impacta severamente a qualidade de vida, o sono, o apetite e o bem-estar geral. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu uma escada analgésica que orienta o uso progressivo de analgésicos, começando por não-opioides, passando por opioides fracos e, finalmente, opioides potentes, sempre com a adição de adjuvantes quando necessário. A fisiopatologia da dor em pacientes paliativos é multifatorial, envolvendo componentes nociceptivos e neuropáticos. O diagnóstico e a avaliação da dor devem ser contínuos e individualizados, considerando a capacidade de comunicação do paciente, especialmente em idosos com incapacidade cognitiva, que podem manifestar desconforto através de mudanças comportamentais. A suspeita de dor deve levar a uma intervenção imediata para alívio. O tratamento da dor em Cuidados Paliativos prioriza o uso de opioides para dor moderada a intensa. É um erro comum e um mito que os opioides devem ser evitados devido ao risco de dependência ou depressão respiratória. Em pacientes com dor oncológica ou crônica grave, o risco de dependência é mínimo, e a depressão respiratória é rara com titulação cuidadosa. O objetivo é o alívio eficaz da dor, melhorando a qualidade de vida, sem que isso signifique acelerar a morte. Emergências em cuidados paliativos, como fraturas patológicas ou retenção urinária, requerem encaminhamento e manejo específico, mas o controle da dor é uma prioridade constante.
Os opioides são a base do tratamento da dor moderada a intensa em Cuidados Paliativos, conforme a escada analgésica da OMS, proporcionando alívio eficaz e melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
Em pacientes com dor real, o risco de dependência psicológica é muito baixo. A depressão respiratória é rara com titulação adequada e não há evidências de que opioides, quando bem indicados, acelerem a morte; pelo contrário, aliviam o sofrimento.
Os efeitos adversos mais comuns são constipação, náuseas, vômitos e sedação. A constipação deve ser prevenida proativamente, e os outros sintomas geralmente diminuem com o tempo ou podem ser controlados com medicamentos adjuvantes.
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