UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2017
Sobre os cuidados paliativos, é correto afirmar, EXCETO:
Opioides puros não têm 'teto' analgésico, mas têm limites de segurança; são titulados até alívio da dor ou efeitos adversos.
Em cuidados paliativos, a titulação de opioides puros é feita até o alívio da dor ou o surgimento de efeitos adversos intoleráveis, sem um 'teto' analgésico fixo como em associações com paracetamol. No entanto, é fundamental monitorar a segurança e os efeitos colaterais, pois existem doses máximas de segurança para cada fármaco.
Os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida. O manejo da dor e outros sintomas é um pilar fundamental. A dor neuropática, por exemplo, é frequentemente tratada com medicamentos como antidepressivos tricíclicos, gabapentina, pregabalina e duloxetina, que atuam em mecanismos específicos da dor nervosa. No uso de opioides, que são a base do tratamento da dor moderada a intensa, a constipação intestinal induzida por opioides (CIO) é um efeito colateral quase universal e que não desenvolve tolerância, exigindo prevenção e manejo proativo. Para opioides agonistas plenos, não há um 'teto' analgésico fixo; a dose é titulada individualmente até o alívio da dor ou o surgimento de efeitos adversos intoleráveis, sempre respeitando os limites de segurança de cada fármaco. Outros sintomas como náuseas e vômitos podem ser refratários e, em alguns casos, corticosteroides em altas doses podem ser úteis. A dispneia refratária, por sua vez, é um sintoma angustiante que pode ser aliviado com opioides, como a morfina, que reduzem a percepção da falta de ar, mesmo com a preocupação de depressão respiratória, que é minimizada com titulação cuidadosa. Compreender esses princípios é essencial para oferecer um cuidado paliativo de qualidade.
Para dor neuropática, medicamentos de primeira linha incluem antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina), gabapentina, pregabalina e duloxetina, que atuam modulando a transmissão nervosa.
A constipação induzida por opioides deve ser prevenida em todos os pacientes, pois não desenvolve tolerância. O manejo inclui laxantes estimulantes e osmóticos, e, em casos refratários, antagonistas opioides de ação periférica.
Não, opioides como a morfina são indicados e eficazes para o tratamento sintomático da dispneia refratária em cuidados paliativos, mesmo com o risco de depressão respiratória, que é manejável com titulação cuidadosa da dose.
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