Dor Crônica e Opioides: Risco de Adição e Manejo

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente feminina, de 35 anos, com diagnóstico de diabetes melito tipo 1 desde os 15 anos, foi internada por cetoacidose. Em seu histórico, constavam episódios depressivos recorrentes, transtorno por uso de álcool moderado dos 22 aos 28 anos e mãe com transtorno por uso de benzodiazepínicos. Passou a queixar-se de dor crônica em queimação nos membros inferiores com padrão de polineuropatia, tendo solicitado medicação analgésica. Já havia utilizado morfina injetável em outras internações para alívio de suas dores. Em relação à prescrição de morfina injetável para a paciente, assinale a assertiva correta.

Alternativas

  1. A) Está indicada morfina injetável se necessário, pois já se demonstrou que houve alívio das dores da paciente.
  2. B) O tratamento pode ser realizado com morfina injetável de forma fixa para a dor crônica não oncológica.
  3. C) A paciente não deve receber prescrição de opioides mesmo que apresente dor aguda, de forte intensidade, pelo alto risco de adição a opioides.
  4. D) Independentemente do risco de adição a opioides, considerando o quadro clínico atual não há indicação de uso de morfina injetável fixa ou se necessário.

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