UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Idoso de 72 anos chegou à UBS com queixa de febre alta, mialgia e poliartralgia intensa há três dias. Após receber o diagnóstico de chikungunya, a conduta mais recomendada, em relação ao manejo do quadro álgico, é:
Chikungunya aguda: Dor leve/moderada → analgésicos comuns; dor intensa → opioides fracos (codeína/tramadol) podem ser associados.
No manejo da dor aguda por chikungunya, especialmente em idosos, a primeira linha inclui analgésicos como paracetamol ou dipirona. Para dor intensa e refratária, a associação com opioides fracos como codeína ou tramadol é uma opção segura e eficaz, sempre avaliando riscos e benefícios.
A chikungunya é uma arbovirose transmitida por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, caracterizada por febre alta, mialgia e, principalmente, poliartralgia intensa e incapacitante. Em idosos, a doença pode ser mais grave e prolongada, com maior risco de cronificação da dor e comorbidades. O reconhecimento precoce e o manejo adequado da dor são cruciais para melhorar a qualidade de vida do paciente. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, confirmado por exames laboratoriais. A fisiopatologia envolve a replicação viral e a resposta inflamatória do hospedeiro, que leva à sinovite e artrite. A dor articular é o sintoma mais proeminente e pode persistir por semanas ou meses. É importante diferenciar de outras arboviroses como dengue e zika, que podem ter apresentações semelhantes. O tratamento é sintomático, focando no alívio da dor e da febre. Paracetamol e dipirona são as escolhas iniciais. Em casos de dor intensa, opioides fracos como codeína ou tramadol podem ser associados. AINEs devem ser usados com cautela e apenas após exclusão de dengue, devido ao risco de sangramento. Em fases crônicas, outras abordagens como fisioterapia e reumatologistas podem ser necessárias. A hidratação e o repouso também são fundamentais.
Os analgésicos de primeira linha para a dor na fase aguda da chikungunya são o paracetamol e a dipirona, que são eficazes e possuem menor risco de complicações hemorrágicas em comparação com os AINEs.
Opioides fracos, como codeína ou tramadol, devem ser considerados quando a dor é intensa e não responde adequadamente aos analgésicos comuns, sempre com cautela e monitoramento, especialmente em idosos.
Os AINEs são geralmente evitados na fase aguda da chikungunya, especialmente nos primeiros dias, devido ao risco de sangramento, principalmente se houver coinfecção ou suspeita de dengue, que pode cursar com plaquetopenia.
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