PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Com relação ao manejo da dor na Chikungunya, assinale a alternativa ERRADA:
Chikungunya pós-aguda: AINEs são seguros e indicados para dor articular persistente.
Na fase pós-aguda da Chikungunya, que se estende de 14 dias a 3 meses, a introdução de agentes anti-inflamatórios (AINEs) é uma conduta segura e eficaz para o manejo da dor articular persistente, ao contrário do que a alternativa B afirma.
A infecção por Chikungunya é caracterizada por uma fase aguda com febre e artralgia intensa, seguida por fases pós-aguda e crônica onde a dor articular pode persistir por meses ou anos. O manejo da dor é um pilar fundamental do tratamento, visando melhorar a qualidade de vida do paciente. Na fase pós-aguda (14 dias a 3 meses), a dor articular persistente é comum, e a introdução de agentes anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é uma conduta segura e recomendada para testar a resposta terapêutica, ao contrário do que a alternativa B sugere. Para dores moderadas a intensas (EVA ≥ 4) na fase pós-aguda, os corticosteroides (ex: prednisona 0,5 mg/Kg/dia) são preferíveis, especialmente na presença de quadros inflamatórios importantes. Além disso, a avaliação de um componente neuropático é crucial; se confirmado, gabapentina ou amitriptilina podem ser adicionados ao esquema analgésico. A identificação e tratamento da dor neuropática são importantes para o controle sintomático. Na fase crônica (após 3 meses), a instituição precoce de medicamentos antirreumáticos modificadores do curso da doença (MMCDs), como hidroxicloroquina e metotrexato, é recomendada para prevenir danos estruturais nas articulações e melhorar a capacidade funcional. Residentes devem estar cientes das diferentes abordagens terapêuticas para cada fase da doença, garantindo um manejo adequado e individualizado da dor na Chikungunya.
Os medicamentos antirreumáticos modificadores do curso da doença (MMCDs), como hidroxicloroquina e metotrexato, são indicados na fase crônica da Chikungunya para prevenir danos estruturais e melhorar a função em pacientes com artralgia persistente.
Se houver um componente neuropático associado à dor moderada a intensa (EVA ≥ 4), pode-se considerar a introdução de gabapentina ou amitriptilina em conjunto com outros analgésicos para alívio dos sintomas.
Na fase pós-aguda (14 dias a 3 meses), os agentes anti-inflamatórios (AINEs) são seguros e eficazes para o tratamento da dor articular persistente, sendo uma das primeiras linhas de tratamento a ser testada.
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