PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Um homem de 49 anos chega ao seu consultório com queixa de sensação de queimação retroesternal pós-prandial que piora em posição supina. Ele tem algum alívio com antiácidos orais e um inibidor da bomba de prótons em baixas doses, mas os sintomas recorrem rapidamente. Seu índice de massa corporal é 33 kg/m?2, não fuma e consome bebida alcoólica eventualmente. Qual é o melhor passo no manejo inicial deste paciente?
DRGE com resposta parcial a IBP baixa dose → otimizar dose antes de investigação adicional.
Em pacientes com sintomas de DRGE que não respondem adequadamente a uma dose padrão de IBP uma vez ao dia, a próxima etapa é aumentar a dose para duas vezes ao dia. Isso visa suprimir a secreção ácida por um período mais prolongado, melhorando o controle dos sintomas.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. É uma das queixas mais frequentes em consultórios de gastroenterologia e pronto-socorros, sendo crucial para a prática clínica e provas de residência. O manejo inicial geralmente envolve mudanças no estilo de vida e o uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP). A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior, e a exposição prolongada do esôfago ao ácido gástrico. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado nos sintomas típicos. Quando os sintomas persistem ou são atípicos, exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria e manometria esofágica podem ser indicados. A suspeita de DRGE refratária surge quando há falha terapêutica com IBP em dose padrão. O tratamento da DRGE refratária começa com a otimização da terapia com IBP, aumentando a dose e/ou a frequência. Se os sintomas persistirem após essa otimização, outras causas devem ser investigadas, como refluxo não ácido, esofagite eosinofílica ou dismotilidade esofágica. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a não adesão ou o manejo inadequado podem levar a complicações como esofagite erosiva, estenose e esôfago de Barrett.
A DRGE é considerada refratária quando os sintomas persistem apesar do uso de uma dose padrão de IBP uma vez ao dia por pelo menos 4 a 8 semanas. Nesses casos, a otimização da dose é o próximo passo.
A conduta inicial é aumentar a dose do IBP para duas vezes ao dia (ex: Omeprazol 40 mg duas vezes ao dia), administrando-o 30 a 60 minutos antes das refeições. Isso maximiza a supressão ácida.
Fatores como obesidade, hérnia de hiato, má adesão ao tratamento, refluxo não ácido, esofagite eosinofílica ou outras condições que mimetizam a DRGE podem contribuir para a refratariedade.
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