SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Um paciente de 55 anos com histórico de Doença Arterial Coronariana (DAC) estável e múltiplos fatores de risco cardiovascular, incluindo hipertensão e diabetes, apresenta-se ao consultório médico. Ele relata episódios de angina ao realizar atividade física moderada. Além disso, seus exames laboratoriais revelam níveis elevados de colesterol LDL. Como você abordaria o manejo da DAC estável nesse paciente, considerando sua história clínica e fatores de risco?
DAC estável + angina + LDL elevado → Estatina (prevenção) + Betabloqueador (sintomas).
No manejo da Doença Arterial Coronariana (DAC) estável, a abordagem inicial é clínica e multifacetada. É fundamental iniciar estatina para redução do LDL-C e estabilização da placa aterosclerótica, visando prevenção secundária. Para o controle da angina, os betabloqueadores são a primeira linha, pois reduzem a frequência cardíaca e a contratilidade miocárdica, diminuindo o consumo de oxigênio pelo coração.
A Doença Arterial Coronariana (DAC) estável é uma condição crônica caracterizada por isquemia miocárdica reversível, geralmente desencadeada por esforço físico ou estresse emocional. É uma manifestação da aterosclerose, processo inflamatório e degenerativo das artérias coronárias. A prevalência aumenta com a idade e a presença de fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo e histórico familiar. O manejo adequado é crucial para aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e, principalmente, prevenir eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo do miocárdio e morte. A fisiopatologia da angina estável envolve um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, geralmente devido a uma estenose significativa em uma ou mais artérias coronárias. O diagnóstico baseia-se na história clínica de angina típica, exame físico e exames complementares como eletrocardiograma (ECG), teste ergométrico, ecocardiograma de estresse ou cintilografia miocárdica. A suspeita deve ser alta em pacientes com múltiplos fatores de risco e sintomas compatíveis. O tratamento da DAC estável é multifacetado, combinando modificações no estilo de vida e farmacoterapia. As estatinas são fundamentais para a prevenção secundária, reduzindo o LDL-C e estabilizando as placas ateroscleróticas. Para o controle dos sintomas de angina, os betabloqueadores são a primeira linha, diminuindo a frequência cardíaca, a contratilidade e a pressão arterial, consequentemente reduzindo o consumo de oxigênio do miocárdio. Nitratos de ação prolongada e bloqueadores dos canais de cálcio são alternativas ou terapias adicionais. A revascularização (angioplastia ou cirurgia) é reservada para casos refratários ao tratamento clínico otimizado ou em situações de alto risco anatômico.
Os pilares incluem terapia antiplaquetária (AAS), estatinas de alta potência para redução do LDL-C, betabloqueadores para controle da angina e frequência cardíaca, e inibidores da ECA/BRA para proteção cardiovascular, especialmente em hipertensos ou diabéticos.
As estatinas são cruciais não apenas pela redução do colesterol LDL, mas também por seus efeitos pleiotrópicos, como estabilização da placa aterosclerótica, melhora da função endotelial e redução da inflamação, diminuindo o risco de eventos cardiovasculares futuros.
A revascularização (angioplastia ou cirurgia) é considerada quando o tratamento farmacológico otimizado não consegue controlar os sintomas de angina, ou em pacientes com doença multiarterial extensa e/ou disfunção ventricular, visando melhorar o prognóstico e a qualidade de vida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo