Distócia de Ombro: Manobras Essenciais e Contraindicações

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015

Enunciado

Para distócia de ombro, não é indicado:

Alternativas

  1. A) pressão abdominal supra púbica.
  2. B) fórcipe de alívio.
  3. C) hiperflexão das coxas sobre o abdome materno.
  4. D) rotação do ombro anterior.
  5. E) liberação do ombro posterior.

Pérola Clínica

Distócia de ombro: Manobras incluem McRoberts, pressão suprapúbica, rotação interna. Fórcipe NÃO é indicado.

Resumo-Chave

A distócia de ombro é uma emergência obstétrica que requer manobras específicas para liberar o ombro anterior impactado. O uso de fórcipe de alívio não é uma manobra indicada, pois pode agravar a situação, aumentando o risco de lesões maternas e fetais.

Contexto Educacional

A distócia de ombro é uma emergência obstétrica caracterizada pela falha na liberação do ombro fetal após a saída da cabeça, com o ombro anterior impactado sob a sínfise púbica materna. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais e está associada a fatores de risco como macrossomia fetal, diabetes gestacional, obesidade materna e parto pós-termo. É crucial o reconhecimento rápido e a intervenção imediata para evitar morbidade e mortalidade materna e fetal. O diagnóstico da distócia de ombro é clínico, com o sinal da tartaruga sendo o achado mais característico. A fisiopatologia envolve a desproporção entre o diâmetro biacromial do feto e o diâmetro da pelve materna. A conduta inicial deve ser calma e organizada, seguindo um protocolo de manobras para liberar o ombro impactado, visando reduzir o tempo de compressão e o risco de lesões. As manobras para distócia de ombro incluem a Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas), pressão suprapúbica (para desimpactar o ombro), manobras de rotação interna (como Rubin e Woods) e a liberação do braço posterior. O uso de fórcipe de alívio ou tração excessiva na cabeça fetal são contraindicados, pois podem agravar a lesão do plexo braquial ou causar outras fraturas. O objetivo é liberar o ombro com o mínimo de trauma possível, e a equipe deve estar preparada para reanimação neonatal devido ao risco de asfixia e lesões.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de distócia de ombro durante o parto?

O principal sinal clínico é a não progressão do parto após a saída da cabeça fetal, com a cabeça do bebê retraindo-se contra o períneo materno, conhecido como sinal da tartaruga. O ombro anterior fica impactado sob a sínfise púbica da mãe, impedindo a descida do tronco.

Qual a sequência recomendada de manobras para resolver a distócia de ombro?

A sequência geralmente inicia com a Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome), seguida pela pressão suprapúbica. Se não resolver, pode-se tentar manobras de rotação interna (Rubin, Woods) ou a remoção do braço posterior (Barnum/Jacquemier).

Por que o fórcipe de alívio não é indicado para distócia de ombro?

O fórcipe de alívio não é indicado porque a distócia de ombro é uma obstrução óssea que não pode ser resolvida com tração. O uso de fórcipe pode causar lesões graves ao plexo braquial do feto, fraturas de clavícula ou úmero, e lacerações maternas, sem resolver a impactação do ombro.

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