Dissecção Aguda de Aorta: Manejo Medicamentoso Essencial

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um homem de 62 anos de idade, com antecedentes de hipertensão e diabetes, procurou o pronto-socorro com relato de dor torácica intensa, lancinante, irradiada para o dorso havia uma hora. No exame, o paciente apresentava fácies de dor, frequência cardíaca de 85 bpm e pressão arterial de 160 mmHg × 80 mmHg. Inicialmente, ele foi submetido a uma radiografia de tórax, cujo resultado está reproduzido a seguir. Após o exame inicial, a principal hipótese diagnóstica foi confirmada pela angiotomografia.Nesse caso clínico, a conduta medicamentosa essencial na sala de emergência deve ser composta de

Alternativas

  1. A) diazepam, anlodipino e captopril.
  2. B) heparina não fracionada e morfina.
  3. C) ácido acetilsalicílico, metoprolol e morfina.
  4. D) metoprolol, nitroprussiato e morfina.
  5. E) ceftriaxona e claritromicina.

Pérola Clínica

Dissecção de aorta → Controle rigoroso de FC (beta-bloqueador) e PA (vasodilatador após FC) + analgesia (morfina).

Resumo-Chave

Na dissecção aguda de aorta, a conduta medicamentosa essencial visa reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica e controlar a dor. Isso é alcançado com beta-bloqueadores para diminuir a frequência cardíaca e a contratilidade miocárdica, seguidos por vasodilatadores (como nitroprussiato) para reduzir a pressão arterial, sempre com analgesia potente.

Contexto Educacional

A dissecção aguda de aorta é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela separação das camadas da parede aórtica, criando um falso lúmen. A dor torácica intensa, lancinante e irradiada para o dorso é um sintoma clássico, especialmente em pacientes com fatores de risco como hipertensão e diabetes. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como a angiotomografia. O manejo inicial na sala de emergência é crucial e visa estabilizar o paciente e prevenir a progressão da dissecção. A fisiopatologia envolve o estresse de cisalhamento na parede aórtica, que é diretamente influenciado pela frequência cardíaca e pela pressão arterial. Portanto, o controle rigoroso desses parâmetros é a pedra angular do tratamento medicamentoso. A conduta medicamentosa essencial inclui o uso de beta-bloqueadores para reduzir a frequência cardíaca (alvo < 60 bpm) e a contratilidade miocárdica, diminuindo o estresse de cisalhamento. Após o controle da frequência cardíaca, vasodilatadores como o nitroprussiato de sódio são administrados para reduzir a pressão arterial sistólica (alvo 100-120 mmHg). A analgesia adequada com opioides, como a morfina, é fundamental para o conforto do paciente e para evitar o aumento da PA e FC devido à dor. Residentes devem estar aptos a iniciar rapidamente essa terapia para otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo do tratamento medicamentoso na dissecção de aorta?

O objetivo principal é reduzir o estresse de cisalhamento na parede aórtica, diminuindo a frequência cardíaca (FC) e a pressão arterial (PA). Isso limita a progressão da dissecção e o risco de ruptura.

Por que usar beta-bloqueadores antes de vasodilatadores na dissecção?

Os beta-bloqueadores são administrados primeiro para reduzir a FC e a contratilidade miocárdica, diminuindo o estresse de cisalhamento. Se um vasodilatador fosse usado isoladamente, poderia causar taquicardia reflexa, aumentando o estresse e piorando a dissecção.

Quais medicamentos são essenciais no manejo inicial da dissecção de aorta?

Os medicamentos essenciais incluem um beta-bloqueador (ex: metoprolol, esmolol, labetalol) para controle da FC, um vasodilatador (ex: nitroprussiato de sódio) para controle da PA após a beta-bloqueio, e analgésicos potentes (ex: morfina) para alívio da dor.

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