UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Quanto ao tratamento de dispneia em cuidados paliativos, assinale a alternativa correta:
Ventiladores faciais aliviam dispneia em paliativos via estimulação trigeminal, mesmo sem hipoxemia.
Em cuidados paliativos, a dispneia é um sintoma angustiante. O uso de ventiladores na face (ar frio) é uma medida não farmacológica eficaz, que atua pela estimulação do nervo trigêmeo, proporcionando alívio da sensação de falta de ar, independentemente da saturação de oxigênio.
A dispneia é um sintoma prevalente e angustiante em pacientes em cuidados paliativos, afetando significativamente a qualidade de vida. É definida como a experiência subjetiva de dificuldade respiratória e pode ser causada por diversas condições subjacentes, como insuficiência cardíaca, DPOC, câncer pulmonar ou anemia. O manejo eficaz da dispneia é um pilar fundamental dos cuidados paliativos, visando o conforto do paciente. O tratamento da dispneia em cuidados paliativos envolve abordagens farmacológicas e não farmacológicas. A morfina é o opioide de escolha e a medicação de primeira linha para o alívio da dispneia, atuando no centro respiratório e reduzindo a percepção da falta de ar. Benzodiazepínicos podem ser usados para controlar a ansiedade associada. Entre as medidas não farmacológicas, o uso de ventiladores na face, que fornecem um fluxo de ar frio, tem demonstrado eficácia na redução da sensação de dispneia, provavelmente por estimulação do nervo trigêmeo e distração sensorial, mesmo em pacientes sem hipoxemia. A oxigenioterapia, embora frequentemente utilizada, tem benefício comprovado principalmente em pacientes com hipoxemia. Em normoxêmicos, seu uso deve ser avaliado criteriosamente, pois pode não trazer alívio significativo e gerar desconforto. Outras medidas incluem posicionamento confortável, técnicas de relaxamento e reabilitação pulmonar. O residente deve dominar essas estratégias para proporcionar o máximo conforto aos pacientes em fim de vida.
A morfina é a medicação de primeira linha para o alívio da dispneia em cuidados paliativos, mesmo na ausência de dor. Ela atua no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da falta de ar e a ansiedade associada.
A oxigenioterapia é indicada principalmente para pacientes com hipoxemia. Em pacientes normoxêmicos, seu benefício é limitado e outras medidas, como ventiladores faciais ou opioides, podem ser mais eficazes.
Benzodiazepínicos, como o midazolam ou lorazepam, são úteis para reduzir a ansiedade e o pânico associados à dispneia, especialmente em pacientes com agitação ou insônia, mas não tratam a dispneia diretamente.
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