UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Homem chegou ao pronto-socorro muito ansioso, com queixa de falta de ar, informando que é portador de câncer de pulmão e DPOC. A presença de hipóxia está em avaliação pelo médico. Nesse caso, para o manejo da dispneia em cuidados paliativos, considera-se que:
Dispneia em cuidados paliativos (câncer/DPOC): Oxigênio + Opioides + Ansiolíticos + Reposicionamento = Alívio sintomático.
No manejo da dispneia em cuidados paliativos, especialmente em pacientes com câncer de pulmão e DPOC, a abordagem é multifacetada. Além do oxigênio, que pode aliviar a hipóxia, opioides (como a morfina) são eficazes para reduzir a percepção da falta de ar, e ansiolíticos (como benzodiazepínicos) ajudam a controlar a ansiedade associada. O reposicionamento do paciente também pode otimizar a ventilação.
A dispneia é um sintoma angustiante e comum em pacientes com doenças avançadas, como câncer de pulmão e DPOC, sendo uma das principais razões para a busca por cuidados paliativos. O manejo eficaz da dispneia visa melhorar a qualidade de vida do paciente, e não apenas prolongar a sobrevida. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam a abordagem multifacetada necessária para aliviar esse sintoma, que muitas vezes é acompanhado de ansiedade e pânico. O tratamento da dispneia em cuidados paliativos envolve medidas não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem o reposicionamento do paciente, ventilação com ar fresco (ventilador de mão), técnicas de relaxamento e fisioterapia respiratória. Farmacologicamente, o oxigênio suplementar é indicado para pacientes com hipóxia, mas não é a única solução e pode não ser suficiente para todos. Opioides, como a morfina, são a base do tratamento farmacológico para a dispneia refratária, atuando na percepção central da falta de ar e na ansiedade associada. Eles devem ser titulados cuidadosamente para o efeito desejado, sem receio de dependência em pacientes em cuidados paliativos. Além dos opioides, ansiolíticos, como os benzodiazepínicos, são cruciais para controlar a ansiedade e o pânico que frequentemente exacerbam a dispneia. A combinação de oxigênio (se houver hipóxia), opioides e ansiolíticos, juntamente com o reposicionamento e outras medidas de conforto, oferece o melhor alívio sintomático. É um erro postergar o uso de opioides ou considerar apenas o oxigênio como terapia única, pois a dispneia é uma experiência subjetiva complexa que exige uma abordagem holística e individualizada.
As causas são variadas e podem incluir doenças pulmonares (DPOC, câncer de pulmão, pneumonia, derrame pleural), doenças cardíacas (insuficiência cardíaca), anemia, ansiedade, fraqueza muscular e obstrução de vias aéreas. A identificação da causa subjacente é importante, mas o foco principal é o alívio do sintoma.
Opioides, como a morfina, atuam no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da dispneia e a ansiedade associada, mesmo em pacientes sem hipóxia significativa. Eles modulam a resposta aos estímulos respiratórios, diminuindo a sensação de 'falta de ar', e devem ser titulados cuidadosamente para o efeito desejado.
O oxigênio suplementar é indicado para pacientes com hipóxia, podendo aliviar a dispneia. Ansiolíticos, como os benzodiazepínicos (ex: midazolam, lorazepam), são importantes para controlar a ansiedade e o pânico que frequentemente acompanham a dispneia, potencializando o efeito dos opioides e melhorando o conforto do paciente.
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