AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Sobre o tratamento da disfagia, assinale verdadeiro (V) ou falso (F) e marque a alternativa correta.( ) Casos graves e refratários podem ser indicativos de gastrostomia ou jejunostomia.( ) A disfagia resultante do acidente vascular encefálico tende a melhorar espontaneamente nas semanas subsequentes ao evento.( ) Pacientes com miastenia gravis e poliomiosite raramente melhoram do quadro disfagico com o tratamento da doença neuromuscular primária.( ) A maior parte das disfagias esofágicas tendem a melhorar com a dilatação do lúmen esofágico, com velas ou balão.( ) A esofagite eosinofílica é uma das principais etiologias para disfagia esofágica em crianças e adultos jovens, porém infelizmente apresenta pouca resposta ao tratamento com inibidores de bomba de prótons.
Disfagia grave/refratária → gastrostomia/jejunostomia. Disfagia pós-AVE tende a melhorar espontaneamente. Esofagite eosinofílica tem pouca resposta a IBP.
O manejo da disfagia é complexo e depende da etiologia. Casos graves podem exigir suporte nutricional enteral. Disfagias neurológicas, como pós-AVE, frequentemente melhoram, mas outras, como em miastenia gravis, respondem ao tratamento da doença primária. A esofagite eosinofílica, comum em jovens, tem resposta limitada a IBP, necessitando de outras abordagens.
A disfagia, ou dificuldade de deglutição, é um sintoma comum com múltiplas etiologias, que podem ser neurológicas, estruturais ou funcionais. Seu manejo adequado é crucial para prevenir complicações graves como desnutrição, desidratação e pneumonia aspirativa. A avaliação inicial deve incluir uma história detalhada, exame físico e, frequentemente, estudos de imagem como videofluoroscopia ou endoscopia digestiva alta. Em relação ao tratamento, casos graves e refratários de disfagia, onde a segurança da via oral está comprometida ou a ingestão é insuficiente, podem necessitar de suporte nutricional enteral através de gastrostomia ou jejunostomia. É importante notar que a disfagia pós-Acidente Vascular Encefálico (AVE) frequentemente apresenta melhora espontânea nas semanas seguintes ao evento, o que justifica a reabilitação precoce. Por outro lado, pacientes com doenças neuromusculares como miastenia gravis e poliomiosite geralmente melhoram do quadro disfágico com o tratamento da doença primária, o que ressalta a importância do diagnóstico etiológico preciso. A esofagite eosinofílica, uma causa crescente de disfagia esofágica em crianças e adultos jovens, é caracterizada por inflamação eosinofílica do esôfago e, infelizmente, apresenta uma resposta limitada ao tratamento com inibidores de bomba de prótons (IBP) em muitos casos, exigindo outras abordagens terapêuticas como corticosteroides tópicos ou dietas de eliminação. A dilatação esofágica é uma opção para disfagias esofágicas obstrutivas, mas deve ser cuidadosamente avaliada.
São indicadas em casos de disfagia grave e refratária, quando há risco de desnutrição, aspiração pulmonar ou quando a via oral não é segura ou suficiente para a nutrição e hidratação do paciente.
A disfagia resultante de um AVE tem uma alta taxa de melhora espontânea nas semanas subsequentes ao evento, especialmente com a reabilitação. No entanto, a recuperação completa não é garantida para todos os pacientes.
A esofagite eosinofílica é tratada com corticosteroides tópicos (fluticasona, budesonida), dietas de eliminação e, em alguns casos, dilatação. A resposta aos inibidores de bomba de prótons (IBP) é variável e frequentemente limitada, não sendo a terapia de primeira linha para todos os pacientes.
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