Manejo Direcionado de Temperatura Pós-PCR: Guia de Conduta

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 54 anos, com história de dor torácica súbita, evoluindo com perda de consciência em casa. Os familiares iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar. O SAMU chegou após 6 minutos e evidenciou a presença do DEA do ritmo de fibrilação ventricular. Após retorno da circulação espontânea, 12 minutos após PCR, no ambiente hospitalar, o paciente permanece comatoso (Glasgow 6), ventilado e estável hemodinamicamente sob noradrenalina em dose baixa. Qual é a conduta recomendada para neuroproteção?

Alternativas

  1. A) Iniciar imediatamente o manejo direcionado de temperatura (TTM), mantendo-a entre 32–36°C por no mínimo 24 horas.
  2. B) Resfriar o paciente de forma agressiva até < 30°C por 48 horas, pois temperaturas mais baixas oferecem maior neuroproteção.
  3. C) Manter normotermia estrita (36–37,5°C) apenas, evitando hipotermia, pois o benefício está em prevenir a febre.
  4. D) Utilizar corticoides em altas doses para reduzir edema cerebral em substituição ao controle de temperatura.

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