Diarreia Aguda Infantil: Manejo da Desidratação Grave

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Uma mãe traz seu filho de 3 anos ao pronto atendimento com queixa de diarreia aguda há 2 dias. A mãe relata que as fezes estão líquidas e ocorrem cerca de 5 vezes ao dia. O filho também apresentou vômitos nas últimas horas. Ao exame físico, a criança está desidratada e com estado geral comprometido. Diante desse quadro clínico, qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Administrar soro oral e orientar a mãe sobre o manejo da diarreia em casa.
  2. B) Administrar antibiótico para tratar uma possível infecção bacteriana.
  3. C) Internar a criança para hidratação venosa e manejo clínico.
  4. D) Realizar exames laboratoriais para investigar a causa da diarreia.

Pérola Clínica

Criança com diarreia, vômitos e desidratação grave/estado geral comprometido → Internação para hidratação venosa.

Resumo-Chave

Em crianças com diarreia e vômitos, a avaliação do grau de desidratação é crucial. Sinais de desidratação grave ou estado geral comprometido indicam a necessidade de internação hospitalar para hidratação venosa imediata, visando restaurar o volume intravascular e prevenir o choque hipovolêmico.

Contexto Educacional

A diarreia aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças menores de 5 anos em todo o mundo. A principal complicação é a desidratação, que pode variar de leve a grave e, se não tratada adequadamente, evoluir para choque hipovolêmico e óbito. A avaliação do grau de desidratação é crucial e deve ser feita rapidamente no pronto atendimento. No caso apresentado, a criança de 3 anos com diarreia há 2 dias, vômitos e, mais importante, 'desidratada e com estado geral comprometido', enquadra-se no quadro de desidratação grave. O estado geral comprometido (letargia, inconsciência, irritabilidade extrema) é um sinal de alarme que indica a necessidade de intervenção imediata. A fisiopatologia da desidratação na diarreia envolve a perda excessiva de água e eletrólitos pelas fezes e vômitos, levando à depleção de volume intravascular. Diante de um quadro de desidratação grave, a conduta mais adequada é a internação da criança para hidratação venosa. A administração rápida de fluidos intravenosos (geralmente solução salina isotônica) é essencial para restaurar o volume circulante, corrigir os desequilíbrios eletrolíticos e prevenir a progressão para o choque. A terapia de reidratação oral (TRO), embora seja a base do tratamento da diarreia na maioria dos casos, é contraindicada ou ineficaz em situações de desidratação grave ou vômitos incoercíveis. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente os sinais de desidratação grave e iniciar a conduta apropriada para salvar vidas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desidratação grave em crianças?

Sinais de desidratação grave incluem letargia ou inconsciência, olhos fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, turgor da pele muito diminuído (sinal da prega que desaparece lentamente), pulsos fracos e enchimento capilar prolongado. O estado geral comprometido é um forte indicativo.

Quando a hidratação venosa é indicada para crianças com diarreia?

A hidratação venosa é indicada para crianças com diarreia que apresentam desidratação grave, choque, incapacidade de beber ou vômitos persistentes que impedem a terapia de reidratação oral. É crucial para restaurar rapidamente o volume intravascular.

Qual a diferença entre o manejo da desidratação leve, moderada e grave?

A desidratação leve a moderada é geralmente tratada com Terapia de Reidratação Oral (TRO) em casa ou na unidade de saúde. A desidratação grave, como no caso, exige internação e hidratação venosa rápida para evitar complicações sérias como o choque hipovolêmico.

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