SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
A criança com diarreia aguda pode ser tratada com sais de reidratação oral ou terapia endovenosa de fluidos a depender do grau de desidratação associado. Além destas medidas, o Ministério da Saúde recomenda prescrição de alguns medicamentos. Baseado nisso, analise as afirmações a seguir. I. – Pacientes com disenteria (sangue nas fezes) e comprometimento do estado geral e/ou febre alta persistente, dor abdominal e tenesmo, devem iniciar antibioticoterapia. II. – Nenhum antiemético deve ser oferecido aos pacientes, com finalidade de promover aceitação dos sais de reidratação oral, mesmo se apresentarem vômitos persistentes. III. – O Zinco deve ser oferecido aos menores de 5 anos de idade durante 10 a 14 dias, para crianças com quadros diarreicos, com dose de 10 – 20mg/dia, a depender da faixa etária. É correto apenas o que se afirma em:
Diarreia aguda <5 anos: Reidratação oral + Zinco (10-14d) são a base; ATB se disenteria grave; Ondansetrona se vômitos refratários.
O manejo da diarreia aguda infantil foca em corrigir a desidratação e repor nutrientes. O Zinco é crucial para a recuperação da mucosa intestinal, enquanto antibióticos são reservados para casos de disenteria com comprometimento sistêmico. Antieméticos como a ondansetrona podem ser usados para facilitar a reidratação oral.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade infantil no mundo, sendo a desidratação sua complicação mais temida. O manejo adequado, preconizado pelo Ministério da Saúde e pela OMS, é fundamental para reduzir desfechos negativos. A abordagem se baseia em três pilares: terapia de reidratação, manutenção da dieta e uso de terapias adjuvantes específicas. A terapia de reidratação oral (TRO) com sais de reidratação oral de baixa osmolaridade é a pedra angular do tratamento para desidratação leve a moderada. Em casos de vômitos persistentes que dificultam a TRO, o uso de ondansetrona é recomendado para melhorar a aceitação dos líquidos e evitar a necessidade de hidratação endovenosa. A afirmação de que nenhum antiemético deve ser oferecido está desatualizada. Duas terapias adjuvantes são cruciais. A suplementação de zinco (10-20 mg/dia por 10-14 dias) para todas as crianças menores de 5 anos é mandatória, pois reduz a duração e a gravidade do episódio atual e previne novos episódios. A antibioticoterapia não é rotineira e deve ser reservada para casos de disenteria com sinais de gravidade, visando tratar infecções bacterianas invasivas como a shigelose.
A antibioticoterapia é indicada em casos de disenteria (fezes com sangue e muco) associada a comprometimento do estado geral, febre alta, dor abdominal intensa ou em lactentes jovens. Os principais alvos são Shigella e Campylobacter.
O zinco auxilia na regeneração do epitélio intestinal, aumenta a absorção de água e eletrólitos e melhora a resposta imune. A dose recomendada é de 10 mg/dia para menores de 6 meses e 20 mg/dia para maiores de 6 meses, por 10 a 14 dias.
O uso de antieméticos deve ser criterioso. A ondansetrona é considerada segura e eficaz para controlar vômitos persistentes que impedem a terapia de reidratação oral. Outros antieméticos, como a metoclopramida, são desaconselhados pelo risco de efeitos extrapiramidais.
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