SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Em 2023, o Ministério da Saúde do Brasil, através do Departamento de Doenças Transmissíveis, publicou uma Atualização sobre o *Manejo do paciente com diarreia”. Considerando uma criança com 4 anos, pesando 20 kg, sendo atendida num Pronto-Atendimento com diarreia aguda, desidratada, na qual será implementado o Plano Terapêutico B e levando em consideração as atualizações do Ministério da Saúde do Brasil de 2023 sobre este tema, analise as assertivas abaixo:I Uso preferencial de soro de reidratação oral (SRO) com osmolaridade reduzida, ou seja, com 75 mMol/L de sódio, na Unidade de Saúde, com um volume de 25 a 50 ml/kg, em um intervalo de 2 a 4 horas.I. Se essa criança desidratada, durante o tratamento com o Plano Terapêutico B, apresentar vômitos persistentes, o Pediatra deve manter o SRO, porém este deverá ser administrado por gastróclise. O uso de antieméticos na Pediatria não deve ser considerado devido aos seus efeitos colaterais. III. Se a criança estiver com diarreia com sangue e comprometimento do estado geral, o uso de ciprofloxacino deverá ser a primeira opção ao invés de azitromicina.Podemos afirmar que
Plano B (desidratação): SRO baixa osmolaridade (75mEq/L Na), 50-100 mL/kg em 4-6h. Vômitos persistentes → SRO por SNG. Disenteria → Azitromicina 1ª escolha.
As diretrizes do Ministério da Saúde para o manejo da diarreia aguda em crianças enfatizam o uso de SRO de baixa osmolaridade no Plano B (50-100 mL/kg em 4-6h), a administração por sonda nasogástrica em caso de vômitos persistentes (com ondansetrona como opção) e a azitromicina como primeira escolha para disenteria.
O manejo da diarreia aguda em crianças é uma das condições mais comuns na prática pediátrica e um tema recorrente em provas de residência. As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil são atualizadas periodicamente para refletir as melhores evidências e práticas. O Plano Terapêutico B é indicado para crianças com desidratação leve a moderada, e seu objetivo é repor o volume de líquidos e eletrólitos perdidos, prevenindo a progressão para desidratação grave. As recomendações atuais enfatizam o uso de Soro de Reidratação Oral (SRO) com osmolaridade reduzida (75 mMol/L de sódio), que demonstrou ser mais eficaz na redução do volume de fezes e da duração da diarreia. O volume a ser administrado é de 50 a 100 mL/kg de peso corporal, em um período de 4 a 6 horas, oferecido em pequenas quantidades e frequentemente. É crucial que os residentes dominem esses volumes e tempos para uma reidratação eficaz e segura. Em relação aos vômitos, que são frequentes na diarreia, a persistência pode dificultar a reidratação oral. Nesses casos, após tentativas de oferecer o SRO mais lentamente, a administração por sonda nasogástrica (gastróclise) é uma alternativa segura e eficaz. Além disso, ao contrário do que se pensava anteriormente, antieméticos como a ondansetrona são agora recomendados em crianças maiores de 6 meses com vômitos persistentes, pois podem reduzir a necessidade de hidratação intravenosa e a falha da terapia oral. Para diarreia com sangue (disenteria), a azitromicina é a primeira escolha, devido à sua eficácia contra os principais patógenos e ao perfil de resistência local, sendo superior ao ciprofloxacino em muitas situações pediátricas.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde de 2023, o Plano Terapêutico B para crianças com desidratação leve a moderada prevê a administração de SRO de baixa osmolaridade (75 mMol/L de sódio) no volume de 50 a 100 mL/kg de peso corporal, em um intervalo de 4 a 6 horas.
Se a criança apresentar vômitos persistentes durante o tratamento com SRO, deve-se tentar oferecer o SRO mais lentamente. Se os vômitos persistirem e impedirem a reidratação oral, a administração por sonda nasogástrica (gastróclise) é uma opção. O uso de antieméticos como a ondansetrona pode ser considerado em crianças maiores de 6 meses para reduzir os vômitos e a falha da terapia de reidratação oral.
Para diarreia com sangue (disenteria) em crianças, a azitromicina é geralmente a primeira opção de tratamento antibiótico, especialmente em áreas com alta prevalência de resistência a outras drogas ou para cobrir agentes como Shigella e Campylobacter. O ciprofloxacino é uma alternativa, mas não a primeira escolha em pediatria.
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