HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Homem de 74 anos de idade, portador de síndrome metabólica: diabético tipo 2, hipertenso, dislipidêmico. Em uso de glibenclamida 10 mg/dia, metformina 1700 mg/dia, Captopril 50 mg/dia e sinvastatina 40 mg/dia. Em consulta ambulatorial, para avaliação de rotina: hemoglobina glicada (HbA1C) = 7,9% e glicemia de jejum = 98 mg/dl. Considerando este caso e as particularidades do manejo do diabetes mellitus no idoso, assinale a alternativa correta:
DM idoso: evitar sulfonilureias de longa duração (ex: glibenclamida) pelo ↑ risco de hipoglicemia.
Em pacientes idosos com diabetes mellitus, a escolha dos hipoglicemiantes orais deve considerar o risco de hipoglicemia. Sulfonilureias de longa duração, como a glibenclamida, são desaconselhadas devido à maior meia-vida e ao risco aumentado de eventos hipoglicêmicos graves, que podem ter consequências sérias nessa população.
O manejo do Diabetes Mellitus (DM) em idosos é um desafio clínico que exige individualização e cautela, dada a heterogeneidade dessa população em termos de comorbidades, fragilidade e expectativa de vida. A síndrome metabólica é comum, e o tratamento deve equilibrar o controle glicêmico com a prevenção de eventos adversos, principalmente a hipoglicemia. A escolha dos agentes antidiabéticos deve considerar o perfil de segurança, especialmente em relação ao risco de hipoglicemia, que pode ter consequências devastadoras em idosos, como quedas, fraturas e declínio cognitivo. A glibenclamida, uma sulfonilureia de longa duração, é um exemplo de medicamento que deve ser evitado em idosos devido ao seu alto potencial hipoglicemiante. Outras sulfonilureias de curta duração, como a gliclazida, podem ser usadas com mais segurança, mas sempre com monitoramento. A metformina é a primeira linha na maioria dos casos, mas sua dose deve ser ajustada conforme a função renal. O alvo de HbA1C em idosos é geralmente mais flexível (ex: <7,5% a <8,0%), priorizando a qualidade de vida e a segurança. A avaliação do risco cardiovascular e microvascular também é crucial, mas a prevenção primária com AAS em idosos sem doença cardiovascular estabelecida deve ser cuidadosamente ponderada devido ao risco de sangramento. A educação do paciente e cuidadores sobre sinais de hipoglicemia e manejo é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.
Os alvos glicêmicos em idosos são individualizados, geralmente menos rigorosos que em adultos jovens, visando HbA1c entre 7,0% e 8,0% para evitar hipoglicemia, dependendo da fragilidade e comorbidades.
Sulfonilureias de longa duração, como a glibenclamida, têm maior risco de causar hipoglicemia grave em idosos devido à sua meia-vida prolongada e à menor capacidade dos idosos de reconhecer e reverter esses episódios.
Sim, a metformina é geralmente segura em idosos, mas deve-se monitorar a função renal e ajustar a dose se a taxa de filtração glomerular estiver diminuída, para evitar o risco de acidose láctica.
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