ENARE/ENAMED — Prova 2026
Multipara, 37 semanas, obesa, apresentando diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Evoluiu para parto normal, e o recém-nascido pesou 3.300 g. A conduta no puerpério imediato deve ser
DMG controlada com insulina → Puerpério imediato = Suspender insulinoterapia e reavaliar glicemia.
No puerpério imediato de pacientes com diabetes mellitus gestacional (DMG), a insulinoterapia deve ser suspensa, pois a placenta, principal fonte de hormônios diabetogênicos, foi removida; a glicemia deve ser monitorada e a paciente reavaliada para diabetes tipo 2 em 6-12 semanas.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma condição de intolerância à glicose que se inicia ou é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez. Sua fisiopatologia está ligada à resistência à insulina, exacerbada pelos hormônios placentários, como o lactogênio placentário, progesterona e cortisol. Com a remoção da placenta no momento do parto, a principal fonte desses hormônios é eliminada, resultando em uma rápida melhora da resistência à insulina e, consequentemente, da hiperglicemia. Portanto, a conduta padrão no puerpério imediato para pacientes com DMG, mesmo aquelas que necessitaram de insulinoterapia, é a suspensão da insulina. É crucial monitorar a glicemia da paciente nas primeiras 24-72 horas pós-parto para garantir que os níveis de glicose se normalizem e para evitar episódios de hipoglicemia. Posteriormente, entre 6 e 12 semanas pós-parto, todas as mulheres com histórico de DMG devem ser rastreadas para diabetes tipo 2 ou pré-diabetes, geralmente com um teste de tolerância à glicose oral (TTGO), devido ao risco aumentado de desenvolver essas condições no futuro.
A placenta, que produz hormônios que causam resistência à insulina, é removida no parto, resolvendo a causa principal da hiperglicemia gestacional.
A glicemia da paciente deve ser monitorada e um teste de tolerância à glicose oral (TTGO) realizado 6 a 12 semanas pós-parto para rastrear diabetes tipo 2.
Não, mas ter DMG aumenta significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro, tornando o rastreamento pós-parto fundamental.
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