Desidratação Pediátrica: Manejo Inicial com TRO

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente de 9 meses com quadro de diarreia aguda há três dias, acompanhada de vômitos pontuais e febre baixa. Ao exame físico, a criança apresenta sinais de desidratação, com mucosas secas, olhos fundos, irritabilidade e diminuição da elasticidade da pele. Restante do exame: FC = 148 bpm, PA = 100 x 55 (74) mmHg, pulsos cheios, presença de lágrimas, fontanela anterior normotensa.Com base nas diretrizes do Ministério da Saúde para manejo da desidratação na criança com diarreia, qual é a conduta inicial mais apropriada para esse caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar terapia de reidratação oral e monitorar a resposta clínica.
  2. B) Solicitar exames laboratoriais para avaliar eletrólitos e função renal antes de iniciar qualquer intervenção.
  3. C) Iniciar reidratação intravenosa imediatamente com soro fisiológico ou ringer lactato.
  4. D) Iniciar reidratação intravenosa com soro glicosado 5% e soro fisiológico em partes iguais.

Pérola Clínica

Lactente com diarreia e sinais de desidratação, mas hemodinamicamente estável → Terapia de Reidratação Oral (Plano B) é a primeira escolha.

Resumo-Chave

A Terapia de Reidratação Oral (TRO) é o tratamento de escolha para desidratação leve a moderada. A via intravenosa é reservada para casos de desidratação grave, choque, vômitos incoercíveis ou falha da TRO, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Contexto Educacional

A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, sendo a desidratação sua complicação mais temida. O manejo adequado, baseado na avaliação precisa do estado de hidratação, é fundamental para um bom desfecho. O Ministério da Saúde do Brasil classifica a desidratação em três categorias, que orientam os Planos de Tratamento A, B e C. A avaliação clínica busca por sinais como estado geral (alerta, irritado, letárgico), turgor cutâneo (sinal da prega), umidade das mucosas, presença de lágrimas e aspecto dos olhos. No caso apresentado, a criança exibe sinais de desidratação (mucosas secas, irritabilidade, elasticidade da pele diminuída), mas sem sinais de gravidade ou choque (pulsos cheios, PA estável, lágrimas presentes), caracterizando o quadro como 'desidratação' (Plano B). O tratamento preconizado para a desidratação leve a moderada (Plano B) é a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Soro de Reidratação Oral (SRO). A TRO é eficaz, segura e mais fisiológica que a via endovenosa. A reidratação intravenosa (Plano C) é reservada para casos de desidratação grave, choque hipovolêmico, alterações neurológicas ou falha da TRO devido a vômitos persistentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de desidratação grave em um lactente que indicam o Plano C?

Sinais de desidratação grave incluem letargia ou coma, pulsos finos ou ausentes, enchimento capilar lento (>5s), hipotensão, e incapacidade de beber. Esses achados indicam a necessidade de reidratação intravenosa imediata (Plano C).

Qual a conduta inicial para um lactente com desidratação moderada (Plano B)?

A conduta é iniciar a Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Soro de Reidratação Oral (SRO) na unidade de saúde, ofertando de 50 a 100 mL/kg no período de 4 a 6 horas, sob supervisão, e reavaliando continuamente o estado de hidratação.

Como diferenciar os planos A, B e C do Ministério da Saúde para diarreia?

O Plano A é para pacientes sem desidratação, com manejo domiciliar. O Plano B é para pacientes com desidratação, manejados com TRO em unidade de saúde. O Plano C é para pacientes com desidratação grave, que necessitam de reidratação intravenosa de emergência.

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