CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Em uma cidade do interior, uma criança apresenta sintomas de desidratação grave após um surto de gastroenterite na comunidade. Considerando a Política Nacional de Atendimento às Urgências, qual seria a melhor abordagem para garantir o atendimento da criança de forma eficaz e rápida?
Desidratação grave (Plano C) = Choque hipovolêmico → Expansão volêmica rápida com SF 0,9% 20mL/kg IV e transferência para unidade de urgência.
A Política Nacional de Atenção às Urgências preconiza a estabilização do paciente no primeiro ponto de atendimento. Em desidratação grave, isso significa iniciar a reidratação endovenosa rápida (Plano C) para reverter o choque e garantir o transporte seguro para uma unidade de maior complexidade.
A desidratação grave em crianças, frequentemente secundária a uma gastroenterite aguda, constitui uma emergência médica que pode evoluir rapidamente para choque hipovolêmico e óbito. A Política Nacional de Atenção às Urgências (PNAU) estrutura o atendimento em rede, garantindo que o paciente receba o cuidado adequado no local e tempo certos, desde a atenção primária até a alta complexidade. Diante de uma criança com sinais de desidratação grave (letargia, pulsos finos, enchimento capilar lento, incapacidade de ingerir líquidos), a conduta imediata é a estabilização hemodinâmica. Isso corresponde ao Plano C de tratamento da OMS, que consiste na terapia de reidratação endovenosa rápida. A primeira medida é a expansão volêmica com solução cristaloide isotônica (Soro Fisiológico 0,9%) na dose de 20 mL/kg em infusão rápida. Esta etapa visa restaurar o volume intravascular e reverter o choque. Após a estabilização inicial, a criança deve ser encaminhada de forma segura para uma unidade de maior complexidade, como uma UPA ou hospital, para continuidade do tratamento, que incluirá as fases de manutenção e reposição de perdas, além da investigação e manejo da causa base. A abordagem correta na atenção primária ou no primeiro contato é crucial: avaliar, iniciar a reidratação imediata e transferir, garantindo a continuidade do cuidado.
Os sinais incluem letargia ou coma, incapacidade de beber líquidos, olhos muito fundos e secos, ausência de lágrimas, sinal da prega que se desfaz muito lentamente (>2 segundos), pulso fraco ou ausente e enchimento capilar prolongado.
A fase de expansão consiste na administração de soro fisiológico 0,9% na dose de 20 mL/kg, por via endovenosa, em bolus (geralmente em 15-30 minutos). Essa etapa pode ser repetida até a estabilização hemodinâmica do paciente, ou seja, a melhora da perfusão e do nível de consciência.
Se o acesso venoso periférico não for obtido rapidamente (após 2 tentativas ou 90 segundos), a via de escolha é o acesso intraósseo. É um procedimento rápido e eficaz para a infusão de fluidos e medicamentos em situações de emergência.
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