Crise Asmática Pediátrica: Manejo Inicial na Emergência

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2019

Enunciado

Martha, 4 anos de idade, é levada à emergência por apresentar exacerbação de asma brônquica. Durante o exame físico, não apresentava alteração da consciência, com oximetria de pulso: 92% em ar ambiente, frequência cardíaca: 110 bpm, acianótica, com ausculta pulmonar com a presença de sibilos difusos. Qual a melhor conduta inicial a ser tomada para Martha?

Alternativas

  1. A) Iniciar beta 2 inalatório com espaçador a cada 20 minutos, sem necessidade de suporte de oxigenioterapia.
  2. B) Iniciar beta 2 inalatório com espaçador a cada 20 minutos, associados à corticoterapia, sem necessidade de suporte de oxigenioterapia.
  3. C) Iniciar beta 2 inalatório, bem como sulfato de magnésio inalatório com espaçador, sem a necessidade de suporte de oxigenioterapia.
  4. D) Iniciar beta 2 inalatório com espaçador a cada 20 minutos, associados à corticoterapia e oxigenioterapia para manter saturação de oxigênio: 94%.
  5. E) Iniciar beta 2 inalatório associado ao brometo de ipratrópio com espaçador a cada 20 minutos, associados à corticoterapia, com oxigenioterapia para manter saturação de oxigênio de no mínimo 92%.

Pérola Clínica

Crise asmática pediátrica com SpO2 < 94% → Beta-2 agonista + Corticoide sistêmico + O2 para SpO2 ≥ 94%.

Resumo-Chave

Em crises asmáticas pediátricas, a hipoxemia (SpO2 < 94%) é um sinal de gravidade que exige oxigenioterapia. A combinação de beta-2 agonistas de curta ação e corticoides sistêmicos é a base do tratamento inicial para reverter o broncoespasmo e a inflamação.

Contexto Educacional

A crise asmática pediátrica é uma das principais causas de atendimento em emergências. Seu manejo adequado é fundamental para prevenir a progressão para insuficiência respiratória. A avaliação da gravidade é o primeiro passo, considerando parâmetros como frequência respiratória, cardíaca, nível de consciência, uso de musculatura acessória e, crucialmente, a saturação de oxigênio. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de asma e nos sintomas agudos. A suspeita deve ser alta em crianças com chiado e dificuldade respiratória, especialmente se houver fatores desencadeantes. O tratamento inicial inclui beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) para reverter o broncoespasmo, corticoides sistêmicos (oral ou IV) para controlar a inflamação e oxigenioterapia se a saturação estiver abaixo de 94%. A reavaliação contínua é essencial para ajustar a conduta e identificar a necessidade de terapias adicionais ou internação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na crise asmática pediátrica?

Sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória, sibilância intensa, SpO2 < 94%, alteração do nível de consciência e cianose.

Qual a importância da oxigenioterapia na crise asmática em crianças?

A oxigenioterapia é crucial para corrigir a hipoxemia, que pode levar a complicações graves. O objetivo é manter a saturação de oxigênio acima de 94%.

Por que a corticoterapia sistêmica é indicada na crise asmática?

Os corticoides sistêmicos reduzem a inflamação das vias aéreas, diminuindo o edema e a produção de muco, e potencializam o efeito dos broncodilatadores.

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