HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Escolar de 6 anos de idade, asmático, chegou ao pronto atendimento com queixa de dificuldade para respirar iniciada hoje. Nega febre. Refere não ter usado nenhuma medicação. Ao exame físico apresenta dificuldade para conversar, utilizando frases curtas e pausadas, preferindo ficar sentado. Consciente, orientado, corado, hidratado, anictérico, BRNF sem sopros, FC: 110 bpm. Murmúrio vesicular diminuído com sibilos intensos, utilizando musculatura torácica acessória. FR: 28 ipm e SatO₂: 92% em ar ambiente. Abdome sem alterações. Tempo de enchimento capilar normal. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a conduta inicial mais adequada para este caso é
Crise asmática grave em criança: Beta-2 agonista de curta ação + corticoide sistêmico (oral preferencialmente).
O paciente apresenta sinais de crise asmática moderada a grave (dificuldade para falar, uso de musculatura acessória, SatO2 92%). A conduta inicial inclui broncodilatador de curta ação (salbutamol) e corticoide sistêmico (prednisolona oral), que é tão eficaz quanto o IV em pacientes estáveis.
A crise asmática pediátrica é uma das emergências respiratórias mais comuns em crianças, exigindo reconhecimento rápido e manejo eficaz para prevenir complicações. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as exacerbações são frequentemente desencadeadas por infecções virais, alérgenos ou irritantes. A identificação dos sinais de gravidade, como dificuldade respiratória, uso de musculatura acessória, taquipneia e hipoxemia, é crucial para determinar a abordagem terapêutica. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoespasmo, inflamação e edema da mucosa brônquica, e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de asma e nos sintomas agudos. A avaliação da gravidade guia a terapia, sendo a oximetria de pulso um parâmetro importante. A suspeita deve ser alta em qualquer criança asmática com piora súbita dos sintomas respiratórios. O tratamento inicial da crise asmática inclui broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas como o salbutamol) administrados por nebulização ou inalador de dose medida com espaçador, e corticoides sistêmicos (prednisolona oral ou metilprednisolona IV), que devem ser iniciados precocemente. A oxigenoterapia é indicada para manter a saturação acima de 94%. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o atraso na intervenção pode levar à insuficiência respiratória.
Sinais de gravidade incluem dificuldade para falar, uso de musculatura acessória, taquipneia, taquicardia e saturação de oxigênio abaixo de 94% em ar ambiente, indicando hipoxemia.
O corticoide sistêmico, como a prednisolona oral, é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas, diminuindo o edema e a produção de muco, e prevenindo a progressão da crise.
O salbutamol é um beta-2 agonista de curta ação, ideal para o alívio rápido dos sintomas na crise aguda. O salmeterol é de longa ação e não deve ser usado para resgate em crises.
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