Crise de Asma Pediátrica: Conduta Imediata e Eficaz

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2019

Enunciado

Uma criança de 4 anos de idade chega ao hospital com quadro de tosse, dispneia moderada, sibilos difusos e retrações intercostais. A saturação de oxigênio é de 94%. Ela tem histórico pessoal de crises semelhantes desde um ano de idade. Nega internações anteriores e a última crise foi há seis meses. Não faz uso de medicação no domicílio. A conduta imediata indicada para esta criança é a administração de

Alternativas

  1. A) beta dois agonista de longa duração associado ao corticoide inalado, a cada vinte minutos, três vezes em uma hora.
  2. B) hidratação venosa, aminofilina e corticoide endovenosa, beta dois agonista de longa duração via inalatória.
  3. C) oxigênio inalatório, aminofilina e corticoide endovenoso, nebulização contínua com anticolinérgico.
  4. D) oxigênico inalatório, beta dois agonista de curta duração inalado, a cada vinte minutos, três vezes em uma hora.

Pérola Clínica

Crise de asma moderada em criança: Oxigênio + β2-agonista de curta duração inalado, 3 doses em 1h.

Resumo-Chave

Em uma criança com crise de asma moderada (dispneia, sibilos, retrações, SatO2 > 90%), a conduta imediata é oferecer oxigênio para manter saturação > 92% e administrar beta-2 agonista de curta duração (ex: salbutamol) por via inalatória, repetindo as doses a cada 20 minutos por até 3 vezes na primeira hora. Essa abordagem visa a rápida broncodilatação e melhora da oxigenação.

Contexto Educacional

A crise de asma é uma das emergências pediátricas mais comuns, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução reversível do fluxo aéreo. Em crianças, as crises são frequentemente desencadeadas por infecções virais, alérgenos ou exercícios, e a avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta. Os sinais de gravidade incluem dispneia progressiva, sibilos, retrações intercostais, uso de musculatura acessória, taquipneia, taquicardia e hipoxemia. A saturação de oxigênio é um indicador importante: valores abaixo de 92% indicam hipoxemia significativa. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e a diferenciação de outras causas de sibilância é importante. O tratamento imediato da crise de asma em crianças foca na reversão do broncoespasmo e na melhora da oxigenação. A administração de oxigênio é indicada se a saturação for inferior a 92-94%. O pilar do tratamento são os beta-2 agonistas de curta duração (SABA), como o salbutamol, administrados por via inalatória (nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador), em doses repetidas. Corticoides sistêmicos (oral ou endovenoso) são geralmente indicados para crises moderadas a graves para reduzir a inflamação, mas não são a primeira linha para o broncoespasmo agudo. A monitorização contínua da resposta ao tratamento é essencial para evitar a progressão para quadros mais graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma crise de asma moderada em crianças?

Uma crise de asma moderada em crianças é caracterizada por tosse, dispneia, sibilos difusos, retrações intercostais e saturação de oxigênio entre 90-94%. A criança pode apresentar dificuldade para falar frases completas e estar mais agitada.

Qual a conduta inicial para uma crise de asma moderada em crianças?

A conduta inicial para uma crise de asma moderada inclui a administração de oxigênio inalatório para manter a saturação acima de 92% e beta-2 agonista de curta duração (como salbutamol) por via inalatória, em doses repetidas a cada 20 minutos por até três vezes na primeira hora.

Por que não se deve usar beta-2 agonistas de longa duração na crise aguda de asma?

Beta-2 agonistas de longa duração (LABA) não são indicados para o tratamento de crises agudas de asma porque seu início de ação é mais lento e sua principal função é o controle da asma a longo prazo. Na crise aguda, são necessários medicamentos de ação rápida para reverter o broncoespasmo.

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