Crise Asmática Grave: Manejo e Indicação de Intubação

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

Um paciente masculino de 18 anos está com dispneia, sibilância e tosse seca cerca de uma vez ao dia. Acorda duas vezes por semana com falta de ar de madrugada. Nessas ocasiões, utiliza beta-2-agonista de ação curta, inalado com melhora dos sintomas. Após arrumar sua despensa, evoluiu com os mesmos sintomas, mas não responde ao seu medicamento habitual e resolve procurar o pronto-socorro mais próximo. Considerando que os dados de história e exame físico são compatíveis com o diagnóstico de asma, assinale qual tratamento aceitável mediante à gravidade da crise:

Alternativas

  1. A) Em pacientes com cianose, sudorese, exaustão, portanto em exacerbação grave, a intubação orotraqueal está recomendada, optando-se preferencialmente por induzir a sedação/analgesia com midazolam 0,1 a 0,5 mg/kg (máximo 10 mg), quetamina 1-4 mg/kg e complementar com succinilcolina 1-2 mg/kg.
  2. B) O uso do sulfato de magnésio está bem estabelecido para pacientes com crises leves a moderadas, como terapêutica inicial. 
  3. C) As metilxantinas, incluindo a Aminofilina, são contraindicadas na asma de qualquer gravidade, devido seus efeitos adversos cardiovasculares e alta frequência de interações medicamentosas.
  4. D) O uso dos broncodilatadores de curta ação é crucial para manejo inicial de todas as crises, preferindo-se a via inalatória, como nebulização com fenoterol 2,5mg a 5mg (10 a 20 gotas) diluídos em 3 a 5 ml de água destilada. 

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