SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Um paciente de 28 anos apresenta queixa de falta de ar, tosse e chiado no peito, com início há 24 horas. Ao exame, apresenta FR= 55 irpm, tiragem intercostal, sibilância difusa, SatO² 92%. Você institui 0xigênio 3 litros por minuto via cateter nasal a próxima medicação é:
Crise asmática grave → Oxigênio + Beta-2-agonista inalatório é a primeira linha de tratamento.
Em uma crise asmática grave, após a oferta de oxigênio para manter a saturação >90-92%, a terapia inicial e mais eficaz é a broncodilatação com beta-2-agonistas de curta ação por via inalatória, que agem rapidamente relaxando a musculatura lisa brônquica.
A crise asmática é uma exacerbação aguda dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse e sibilância, que pode ser potencialmente fatal. É uma das emergências respiratórias mais comuns, exigindo reconhecimento rápido e tratamento eficaz para evitar desfechos adversos e reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia envolve broncoconstrição, edema de vias aéreas e hipersecreção de muco. A avaliação da gravidade é crucial, observando frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência e saturação de oxigênio. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com a gasometria arterial sendo útil em casos graves. O tratamento inicial da crise asmática grave consiste em oxigenoterapia para manter a saturação acima de 90-92% e a administração de beta-2-agonistas de curta ação inalatórios (como salbutamol ou fenoterol) de forma contínua ou intermitente. Corticosteroides sistêmicos também devem ser administrados precocemente para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência.
Sinais de gravidade incluem taquipneia (FR > 30), uso de musculatura acessória, tiragem, sibilância difusa, SatO2 < 92%, e alteração do nível de consciência, indicando necessidade de intervenção imediata.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia para manter SatO2 > 90-92% e administração imediata de beta-2-agonistas de curta ação por via inalatória (nebulização ou spray com espaçador), seguidos por corticosteroides sistêmicos.
O sulfato de magnésio é um broncodilatador de segunda linha, reservado para crises asmáticas graves que não respondem adequadamente à terapia inicial com beta-2-agonistas e corticosteroides, ou em casos de asma quase fatal.
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